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Açúcar: Correção em NY: Os contratos futuros de açúcar demerara fecharam em forte queda ontem na bolsa de Nova York, refletindo um movimento de correção por parte de gestores de investimentos. Os papéis com vencimento em maio caíram 17 pontos a 13,44 centavos de dólar por libra-peso. Segundo a Marex Spectrum, a correção foi baseada em análises gráficas, mas também em fundamentos. Com o preço do etanol em leve queda no Brasil e na Rússia, a corretora avalia que o mix de produção será mais açucareiro que o anunciado. "É improvável que o mix fique abaixo de 41% [da cana colhida] e, se isso ocorrer, não será suficiente para acabar com o superávit global", diz a análise. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 54,39 a saca na sexta-feira, dia 9, alta de 0,41%.

Suco de laranja: Soluço: A reação dos preços do suco de laranja foi mesmo passageira. Depois de terem subido na segunda-feira após dados sobre o aumento da demanda por suco nos EUA, o que não ocorria desde 2013, os contratos futuros da bebida congelada e concentrada (FCOJ, na sigla em inglês) com vencimento em maio caíram 135 pontos ontem na bolsa de Nova York, a US$ 1,4745 por libra-peso. Na sexta-feira, a consultoria Nielsen apontou que o consumo de suco de laranja nos EUA cresceu 0,9% no período de quatro semanas encerrado em 20 de janeiro, para 38,6 milhões de galões. A causa é um surto de gripe que atinge o país. Analistas avaliam, porém, que o aumento do consumo terá fôlego curto. Em São Paulo, a laranja para a indústria ficou estável em R$ 16,75 por caixa na sexta-feira, segundo o Cepea.

Soja: Ainda a Argentina: O clima seco na Argentina voltou a dar sustentação às cotações da soja na bolsa de Chicago ontem, consolidando os contratos futuros da oleaginosa acima de US$ 10 por bushel. Os papéis com vencimento em maio encerraram o pregão a US$ 10,2225 por bushel, alta de 9,75 centavos de dólar. Terceiro maior exportador de soja e primeiro em farelo de soja, a Argentina continua sofrendo com a falta de chuvas nas principais áreas produtoras grãos, apesar de precipitações pontuais no fim de semana. "À medida que os produtores argentinos temem os problemas de colheita, as esmagadoras do país buscam mais soja e milho para garantir a produção", diz a AgResource em relatório. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa em Paranaguá ficou em R$ 73,36 a saca na sexta-feira, dia 9, recuo de 0,08%.

Trigo: Alívio das chuvas: As previsões de chuvas na parte sul das Grandes Planícies dos Estados Unidos pressionaram as cotações do trigo nas bolsas americanas ontem. Os contratos futuros com vencimento em maio encerraram o pregão a US$ 4,7375 por bushel em Chicago, queda de 2,25 centavo de dólar. Em Kansas, os papéis com o mesmo vencimento fecharam a US$ 4,8925 por bushel, retração de 3,5 centavos de dólar. Segundo as previsões da DTN, a maior parte da região das Grandes Planícies ainda permanecerá seca, mas áreas do centro-norte do Texas e do sul de Oklahoma deverão ter chuvas ao longo da semana, o que pode ser positivo para as lavouras que têm sofrido com o clima seco. Na sexta-feira, dia 9, o preço médio do trigo ficou em R$ 669,06 por tonelada no Paraná, alta de 0,05%, conforme o Cepea. (Valor Econômico 14/02/2018)