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Syngenta planeja emitir US$ 5 bi em títulos nas próximas semanas, diz executivo

A Syngenta, unidade da chinesa ChemChina, planeja emitir cerca de 5 bilhões de dólares em títulos nas próximas semanas, já que se aproxima de um acordo final com produtores dos EUA que processaram milho geneticamente modificado, disse à Reuters o diretor financeiro da empresa, Mark Patrick.

Patrick também afirmou nesta quinta-feira que a empresa suíça de proteção de lavouras e de sementes está interessada em ativos que possam ser colocados à venda para atender exigências de órgãos antitruste em meio à consolidação da indústria.

Mas ele disse que os reguladores "foram bastante restritivos em termos de quem pode adquirir o quê". (Reuters 15/02/2018)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Rolagem de posições: O retorno do feriado de Carnaval no Brasil tem prolongado a rolagem de posições dos operadores não comerciais do mercado de açúcar, o que deu força às cotações da commodity na bolsa de Nova York. Ontem, os papéis com vencimento em maio fecharam a 13,51 centavos de dólar a libra-peso, alta de 20 pontos. "Ainda há quase 54 mil contratos em aberto para março de 2018, o que é um volume muito alto para um ativo de entrega física", diz Mauricio Muruci, analista da Safras & Mercados. Do ponto de vista técnico, o fato de os papéis terem batido a mínima de 13,28 centavos esta semana pode ter disparado ordens automáticas de compra. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 53,09 a saca de 50 quilos, queda de 2,64%.

Café: Pressão cambial: O real registrou ontem o segundo pior desempenho ante o dólar quando comparado às principais divisas do mundo, contribuindo para pressionar as cotações do café arábica na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 1,2415 a libra-peso, recuo de 95 pontos. O dólar mais forte eleva as margens dos exportadores brasileiros, contribuindo para uma maior oferta do país no mercado internacional. Do ponto de vista dos fundamentos, previsões de uma safra recorde no Brasil em 2018/19, como a da Comexim, que estima mais de 60 milhões de sacas, também pressionaram as cotações. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica em São Paulo ficou em R$ 441,95 a saca de 60 quilos, recuo de 0,19%.

Suco de laranja: Produção no Brasil: Além do dólar em alta ante o real, o que estimula as exportações do Brasil, as novas previsões para a produção brasileira em 2017/18 ajudaram a pressionar as cotações do suco de laranja na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 1,476 a libra-peso, recuo de 20 pontos. Segundo o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), a produção de laranja no cinturão formado por São Paulo e Minas Gerais na safra 2017/18 deverá somar 397,27 milhões de caixas de 40,8 quilos. O volume é 3,13% superior ao apontado em dezembro e 9% maior que o estimado inicialmente. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a caixa de 40,8 quilos de laranja destinada à indústria ficou em R$ 16,71, recuo de 0,24%, segundo o Cepea.

Trigo: Clima ruim: Os contratos futuros de trigo subiram ontem nas bolsas americanas diante das más condições climáticas nos EUA. Na bolsa de Chicago, os papéis para maio fecharam a US$ 4,7525 por bushel, com alta de 6 centavos de dólar. Em Kansas, os contratos com o mesmo vencimento fecharam a US$ 4,93 por bushel, aumento de 8,5 centavos de dólar. A estiagem no país está comprometendo o desenvolvimento da safra 2017/18. As previsões climáticas indicam que o tempo deve continuar seco ao menos por mais sete dias. Os meteorologistas também destacam que as temperaturas estão acima da média nos EUA, agravando a situação das lavouras. No Paraná, o preço médio caiu 0,17%, para R$ 34,47 a saca, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura. (Valor Econômico 16/02/2018)