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Commodities Agrícolas

Açúcar: Sem unanimidade: Os contratos futuros de açúcar demerara oscilaram bastante durante a sessão de sexta-feira na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em maio fecharam em baixa de 12 pontos, cotados a 13,46 centavos de dólar a libra-peso. Os investidores seguem divididos. De um lado o Brasil indica que terá uma produção mais alcooleira na temporada em detrimento do açúcar e, de outro, Tailândia, Índia e a União Europeia já anunciaram aumento na produção do adoçante. No Brasil, a Unica informou que a produção de açúcar foi irrisória na primeira quinzena de fevereiro, enquanto o volume de etanol somou 69,7 milhões de litros. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 51,72 a saca, baixa de 0,79%.

Algodão: Demanda firme: A demanda por algodão levou os contratos da fibra a fecharem em alta na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em maio encerraram a 81,34 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 187 pontos. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que 78,83 mil toneladas de algodão foram negociados na semana pelos exportadores, 9% acima da semana anterior. A demanda se sobrepôs ao aumento previsto para a área de algodão nos EUA. Conforme a primeira estimativa de intenção de plantio da safra 2018/19, serão semeados 5,38 milhões de hectares no país, 5,6% mais que em 2017/18. É a terceira alta consecutiva da área. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o algodão ficou em ficou em R$ 2,8079 a libra-peso, com baixa de 0,16%.

Cacau: Atenção ao clima: Os contratos futuros de cacau fecharam em alta na bolsa de Nova York na sexta-feira, ainda influenciados pelas preocupações com o clima seco na Costa do Marfim. Os papéis com vencimento em maio subiram US$ 48, a US$ 2.194 a tonelada. De acordo com dados climáticos divulgados pela Dow Jones, chuvas no oeste da África previstas para o fim de semana devem melhorar as condições das plantações na região. Segundo a RJO Futures, o mercado deve seguir firme com especuladores elevando a aposta na alta da amêndoa, segundo mostrou relatório da Comissão de Negociação de Futuros de commodities (CFTC). Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio ao produtor ficou em R$ 125,70 a arroba, alta de 3,3%, segundo a Central Nacional de Produtores.

Soja: Seca na Argentina: O clima na Argentina continua a dar sustentação às cotações da soja na Bolsa de Chicago. Na sexta-feira, os contratos com vencimento em maio fecharam em alta de 4,25 centavos, a US$ 10,4750 o bushel. Segundo análise da AgResource, a seca se intensifica na Argentina, com previsões de mais 10 dias sem chuvas. Contudo, os dados de exportações de soja pelos EUA seguraram maiores avanços nas cotações futuras. Os exportadores americanos fecharam contratos para a venda de 222,1 mil toneladas de soja, para serem entregues na safra 2018/19. No mesmo período, porém, receberam a notificação do cancelamento de 109,1 mil toneladas da safra 2017/18. No mercado doméstico, o indicador Esalq BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 76,74 a saca, alta de 0,01%. (Valor Econômico 26/02/2018)