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Commodities Agrícolas

Açúcar: Ásia em foco: Em movimento favorecido pela alta do dólar ante o real, a cotação do açúcar demerara recuou ontem em Nova York. Os papéis com vencimento em maio caíram 56 pontos, para 12,87 centavos de dólar, o menor valor desde 28 de junho do ano passado para um contrato de segunda posição de entrega. Embora os fundos sigam apostando na queda dos preços do açúcar, a produção elevada na Ásia dá suporte à retração. As indústrias da Tailândia, segundo maior país exportador, confirmaram as perspectivas de aumento da oferta na Ásia ao informarem que a produção de açúcar nesta temporada está 23,7% maior que no mesmo período da safra passada. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 50,76 a saca de 50 quilos, baixa de 1,61%.

Café: Dólar em alta: Os preços do café arábica cederam ontem na bolsa de Nova York diante do fortalecimento do dólar ante diversas moedas, entre elas o real. Os contratos do grão com vencimento em maio fecharam com recuo de 80 pontos, a US$ 1,2110 a libra-peso. A valorização do dólar tem pressionado as commodities em geral. No café, a alta da moeda americana estimula os exportadores do Brasil a venderem sua safra, elevando a disponibilidade no mercado internacional. As perspectivas de retomada da produção no Brasil na próxima temporada também deixam os compradores sem pressa para adquirir o produto, segundo Rodrigo Costa, da trading Comexin. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão negociado em São Paulo ficou em R$ 435,70 a saca de 60 quilos, alta de 0,31%.

Milho: Demanda firme: As cotações do milho avançaram ontem na bolsa de Chicago diante da boa demanda internacional pelo grão americano. Os papéis do cereal com vencimento em maio fecharam com elevação de 2 centavos, a US$ 3,7925 o bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que exportadores do país acertaram a venda de 130 mil toneladas de milho para "destinos não conhecidos". Além disso, a China informou na segunda-feira que elevou suas importações de milho em janeiro em 146,7%. No Brasil, os embarques do cereal pelo porto de Santos cresceram 193,1% no mês passado na comparação anual, para 1,7 milhão de toneladas. No mercado interno, o indicador Esalq/ BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 38,44 a saca, baixa de 3,75%.

Trigo: La Niña no radar: O desenvolvimento da safra de trigo nos Estados Unidos segue impulsionando as cotações do cereal em Chicago. Os lotes com vencimento em maio fecharam ontem a US$ 4,77 o bushel, alta de 4,25 centavos. Em Kansas, os papéis encerraram o dia a US$ 5,0475 o bushel, avanço de 11,25 centavos. Segundo Oliver Sloup, da Blue Line Futures, os preços continuam suportados pelos receios com o tamanho das perdas nos EUA. O investidor segue de olho no clima, com o La Niña afetando o potencial de produção de trigo duro nos EUA. Segundo a Blue Line, apenas 12% das plantações nos EUA estão em boas ou ótimas condições. No mercado interno, o preço médio no Paraná ficou em R$ 677,55 a tonelada, avanço de 0,21%, segundo levantamento do Cepea/ESALQ. (Valor Econômico 28/02/2018)