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Commodities Agrícolas

Açúcar: Excedente na Índia: A revisão da estimativa da Associação de Usinas de Açúcar da Índia (ISMA) para a produção do país derrubou as cotações da commodity ontem na bolsa de Nova York. Os contratos de açúcar demerara para julho caíram 64 pontos, para 12,99 centavos de dólar a libra-peso. A entidade elevou em 3,4 milhões de toneladas sua projeção para a produção no país nesta safra (2017/18), agora calculada em 29,5 milhões de toneladas. Se esse volume se confirmar, o excedente de produção na Índia deverá ser de 4,5 milhões de toneladas. Segundo a associação, parte desse volume terá de ser exportado "nos próximos 6 a 7 meses" para reduzir a pressão de oferta no país. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 51,43 a saca de 50 quilos, alta de 0,82%.

Suco de laranja: Realização de lucros: As cotações do algodão recuaram ontem na bolsa de Nova York após a alta expressiva na terça-feira. Os papéis da pluma para entrega em maio fecharam com variação positiva de 43 pontos, a 82,86 centavos de dólar a libra-peso. Os investidores aguardam as novas estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que serão divulgadas hoje. O temor é que a produtividade dos campos americanos venha baixa em função da seca, o que poderá ofuscar o aumento de área plantada. Segundo os últimos dados do USDA, serão semeados 5,38 milhões de hectares em 2018/19, 5,6% a mais que em 2017/18. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 96,87 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

Milho: Menor oferta: A perspectiva de menor produção de milho na Argentina e no Brasil ajudou a impulsionar os preços do cereal ontem em Chicago. Os contratos para maio subiram 6,25 centavos de dólar, a US$ 3,935 o bushel. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reduziu a estimativa para a produção de milho na Argentina em 7,7% ante o mês passado, para 36 milhões de toneladas, refletindo a seca no país. Mais pessimista, a Bolsa de Cereales de Buenos Aires reduziu a projeção para a produção de milho na Argentina para 34 milhões de toneladas. Para o Brasil, o USDA estimou colheita de 94,5 milhões de toneladas, abaixo das 95 milhões de toneladas projetadas em fevereiro. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 41,32 a saca, alta de 0,83%.

Soja: Guerra comercial: Em meio às preocupações com uma possível guerra comercial nos EUA e novas projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para safra 2017/18, as cotações da soja fecharam em baixa ontem em Chicago. Os papéis com vencimento em maio caíram 1,25 centavo de dólar, a US$ 10,64 o bushel. Investidores continuam receosos de que países compradores de produtos americanos - como a China - criem contrapartidas à imposição de tarifas de importação para aço e alumínio. Além disso, as projeções do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para as exportações americanas da oleaginosa frustraram analistas e pressionaram a cotação do grão. No mercado doméstico, o indicador Esalq BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 80,01 a saca, alta de 0,43%. (Valor Econômico 09/03/2018)