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Commodities Agrícolas

Algodão: Queda em Nova York: As cotações do algodão cederam ontem na bolsa de Nova York em meio à queda do petróleo e de ajustes após as últimas estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os lotes para julho caíram 98 pontos, a 83,21 centavos de dólar a libra-peso. A baixa do petróleo eleva a vantagem das fibras sintéticas, concorrentes do algodão. Na semana passada, a redução da estimativa do USDA para a safra americana impulsionou os preços, e agora os traders buscam embolsar ganhos e se voltam para outros dados, como o aumento da estimativa para as exportações americanas nesta safra, para 3,22 milhões de toneladas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o algodão com pagamento em oito dias subiu 0,02%, para R$ 2,9984 a libra-peso.

Cacau: Rumores marfinenses: Os contratos futuros de cacau subiram ontem em Nova York em meio a rumores de redução da oferta da Costa do Marfim, maior produtor e exportador mundial da amêndoa. Os lotes para maio subiram US$ 81, a US$ 2.546 a tonelada. A consultoria ING informou aos clientes que o governo da Costa do Marfim avalia suspender temporariamente o apoio aos produtores para enxugar o excesso de oferta. Mas no curto prazo a perspectiva segue otimista, diz a consultoria Zaner Group. A queda do euro e da libra ante o dólar também pode também pressionar a amêndoa. No mercado doméstico, a arroba do cacau em Ilhéus e Itabuna registrou valorização de R$ 5,30, negociada ontem por um preço médio de R$ 140, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Suco de laranja: Exportação do Brasil: Os preços do suco de laranja caíram ontem na bolsa de Nova York. Os papéis do produto concentrado e congelado para julho recuaram 135 pontos, a US$ 1,3905 a libra-peso. O Brasil exportou 745,2 mil toneladas de suco de laranja, equivalentes ao produto concentrado e congelado nos oito primeiros meses da safra 2017/18 (julho do ano passado a fevereiro), segundo dados oficiais compilados pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR). Na comparação anual, houve aumento de 23%. Além disso, na semana passada, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve sua estimativa para a colheita na Flórida, apesar dos problemas climáticos no Estado. No mercado spot paulista, a caixa de 40,8 quilos destinada à indústria seguiu em R$ 16,23, segundo o Cepea/Esalq.

Milho: De olho na produção: As cotações do milho registraram leve alta ontem na bolsa de Chicago, ainda por causa de novas perspectivas para a produção global. Maio recuou 0,25 centavo de dólar, a US$ 3,9075 o bushel. Na semana passada, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reduziu sua estimativa para a produção na Argentina, em razão da seca que afeta as lavouras do país. Para o Brasil, o USDA também baixou sua projeção para a colheita total, em meio ao atraso no plantio da safrinha. Além disso, teme-se que as novas tarifas de importação de aço e alumínio nos Estados Unidos promovam um guerra comercial com a China, o que poderá prejudicar as exportações americanas. No mercado doméstico, o indicador Esalq/ BM&FBovespa registrou avanço de 2,08%, para R$ 42,28 a saca. (Valor Econômico 13/03/2018)