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Yara vê mercado de fertilizantes mais lento no Brasil no início do ano

A fabricante norueguesa de fertilizantes Yara, líder do mercado no Brasil com fatia de 25 por cento, avalia que os negócios de adubos no país começaram mais lentos no início do ano, quando produtores estavam mais reticentes em fechar negócios, disse nesta quarta-feira o presidente da empresa no Brasil, Lair Hanzen.

Mas ele disse, sem elaborar, que o mercado pode melhorar.

"O compasso (de vendas de fertilizantes) foi um pouco mais lento neste início de ano. Consequentemente nossos estoques também estão maiores. Mas acreditamos que esse mercado não volta para trás", afirmou o executivo em evento da Yara em Sumaré, onde a empresa inaugurou uma unidade de fertilizantes foliares.

Os preços de soja e milho ficaram mais firmes por influência da quebra de safra na Argentina pela severa seca, o que disparou vendas de produtores.

Questionado sobre o impacto disso para os negócios da Yara, ele evitou fazer comentários, ressaltando apenas que a perspectiva de agora em diante é favorável com as compras para próxima safra.

Sem vendas anteriormente, o agricultor acabou ficando descapitalizado e adquiriu menos insumos para as lavouras de soja e, principalmente, de milho safrinha.

As vendas de fertilizantes no Brasil atingiram um recorde no ano passado de 34,4 milhões de toneladas, mas no primeiro bimestre recuaram cerca de 2 por cento, segundo dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda). (Reuters 14/03/2018)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Oferta menor: Os preços do açúcar demerara subiram ontem na bolsa de Nova York, sustentados por estimativa de queda da produção no Centro-Sul do Brasil divulgada pela consultoria Datagro em evento em Ribeirão Preto (SP). Os contratos com vencimento em julho encerraram a sessão a 12,97 centavos de dólar por libra-peso, em alta de 8 pontos em relação à véspera. Segundo a Datagro, no Centro-Sul brasileiro a produção de açúcar deverá cair pelo menos 5 milhões de toneladas na safra 2018/19, para menos de 32 milhões de toneladas (ver página B10). Ainda assim, é consenso entre analistas que haverá superávit global na temporada. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo caiu 0,41%, para R$ 50,96.

Cacau: Moagem marfinense: Os fundos de investimentos reduziram suas posições vendidas no mercado de cacau na bolsa de Nova York e os preços da commodity subiram. Os contratos para maio fecharam a US$ 2.556 por tonelada, alta de US$ 24 por tonelada. O movimento dos fundos foi influenciado pelo aumento da moagem na Costa do Marfim em fevereiro. Foram 209 mil toneladas, ante as 204 mil do mesmo mês de 2017, segundo a agência Reuters. Apesar de crescimento, os problemas fitossanitários que têm afetado a produtividade no país e as discussões que poderão levar à suspensão dos subsídios marfinenses ainda oferecerem sustentação às cotações. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba amêndoa foi negociada, em média, por R$ 139, segundo a Central nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Área nos EUA: A soja abriu em alta ontem na bolsa de Chicago, mas os preços mudaram de direção ao longo da sessão e os contratos para maio caíram 16,5 centavos de dólar, para US$ 10,3225 por bushel. O gatilho para a guinada foi à divulgação de uma pesquisa a consultoria Allendale que indicou que a área plantada nos EIA deverá alcançar 37,3 milhões de hectares em 2018/19. Em sua primeira projeção para o próximo ciclo, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) calculou essa área em 36,42 milhões de hectares. Previsões de chuvas na Argentina nos próximos dias também colaboraram para a queda de preços. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, em média, por R$ 69,81, segundo o Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura do Estado (Deral/Seab).

Milho: Chuva na Argentina: As previsões de chuvas em regiões produtoras da Argentina nos próximos dias pressionaram as cotações do milho ontem na bolsa de Chicago. maio fechou a US$ 3,8875 por bushel, queda de 3 centavos de dólar sobre a véspera. Segundo o Commodity Weather Group, metade das áreas produtoras do país sul-americano receberá chuvas a partir desta quinta-feira. Alguns analistas acreditam que as precipitações não servirão para reverter os prejuízos nos campos de soja, mas poderão melhorar a produtividade do milho. Outra ala não crê nessa possibilidade e continua a estimar que a quebra nas lavouras do cereal será de 30%. No Paraná, a saca de 60 quilos do milho saiu, em média, por R$ 30,63, segundo o Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura do Estado (Deral/Seab). (Valor Econômico 15/03/2018)