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Commodities Agrícolas

Cacau: Ajuste técnico: Após acumular alta de 3,3% na semana passada, a cotação do cacau caiu no primeiro pregão da semana em Nova York. Os contratos com entrega em julho recuaram US$ 75, a US$ 2.472 a tonelada. Apesar do movimento de ontem, a tendência no curto prazo é altista, diante de problemas em vários países produtores da África. Em Camarões, rebeldes sequestraram 40 pessoas, entre elas lideranças do governo e setor privado, na região sudoeste do país. Com medo da ação e com a chegada do exército, produtores de café e cacau da região abandonaram as plantações. O comércio de ambas as commodities está paralisado. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 125 a arroba, estável ante sexta-feira, segundo a Secretaria de Agricultura da Bahia.

Suco de laranja: Nova queda: A cotação do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) recuou mais uma vez ontem em Nova York. O contrato com vencimento em julho caiu 30 pontos, a US$ 1,3825 a librapeso. Segundo Jack Scoville, da Price Futures, o investidor ainda reage a uma pequena produção na safra atual acompanhada por fraca demanda. Na Flórida, o clima é bom e as frutas estão sendo entregues para os processadores. A última projeção do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para o Estado apontou para 45 milhões de caixas, volume acima do esperado pelos analistas, que apostavam em corte na estimativa de produção. No mercado interno, o valor médio pago à vista pela indústria pela caixa de 40,8 quilos de laranja ficou estável em R$ 16,09, segundo o Cepea.

Soja: Mais chuvas: O maior volume de chuvas nas regiões produtoras de grãos da Argentina pressionou a cotações da soja ontem em Chicago. Os contratos com vencimento em julho caíram 26,75 centavos de dólar, a US$ 10,335 o bushel. Segundo o Commodity Weather Group, precipitações atingiram as províncias argentinas de Buenos Aires, Entre Rios, o sul de Santa Fé e o sul de Córdoba, trazendo algum alívio para as lavouras de ciclos mais tardios. As previsões indicam mais chuvas nos próximos dias. Análise da Granoeste pondera que, apesar do retorno da chuva, o estrago está feito, e as últimas projeções indicam uma colheita de 42 milhões de toneladas. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 78,79 a saca de 60 quilos, baixa de 0,64%.

Trigo: Clima nos EUA: As chuvas nas regiões produtoras de trigo do Estado americano de Kansas fizeram as cotações do cereal recuar ontem nas bolsas dos EUA. Em Chicago, os contratos com vencimento em julho caíram 17,25 centavos de dólar, a US$ 4,6775 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis com entrega para o mesmo mês recuaram 28,50 centavos, a US$ 4,88 o bushel. As regiões produtoras de Kansas receberem chuvas por um dia inteiro, e as previsões ontem indicavam mais precipitações nesta semana. Segundo analistas, a umidade deve ajudar na recuperação de parte das lavouras afetadas pela estiagem recente. No mercado interno, o preço médio do trigo no Paraná apurado pelo Cepea/Esalq ficou em R$ 710,78 a tonelada, com alta de 1,32%. (Valor Econômico 20/03/2018)