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Commodities Agrícolas

Açúcar: Ampla oferta: Os sinais de uma grande oferta mundial de açúcar voltaram a pressionar as cotações do demerara na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em julho fecharam a 12,76 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 19 pontos. Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a moagem de cana de açúcar no acumulado da safra 2017/18 até 16 de março passado somou 588,47 milhões de toneladas, queda de 1,79% ante 2016/17. Ainda assim, a produção acumulada de açúcar no período cresceu 1,49% na mesma comparação, totalizando 35,89 milhões de toneladas. O Brasil é o maior produtor mundial de açúcar. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 51,71 a saca de 50 quilos, alta de 0,7%.

Cacau: Risco de déficit: Após uma semana de altas e baixas na bolsa de Nova York, os contratos futuros do cacau ampliaram ganhos na última sextafeira. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 2.642 a tonelada, alta de US$ 82. Embora a Organização Internacional do Cacau (ICCO) aponte um superávit de pouco mais de 100 mil toneladas, com uma produção de 900 mil toneladas em Gana, os números oficiais do país indicam uma safra de 700 mil toneladas. A diferença é suficiente para colocar em xeque o excedente estimado pela ICCO. No ano, a commodity acumula valorização de 39,57%. No mercado interno, o preço médio ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, avançou 2,84% na sexta-feira, a R$ 144,70 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Ameaça comercial: As tensões comerciais entre EUA e China também influenciaram o mercado futuro do algodão na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os papéis da pluma com vencimento em julho fecharam a 82,22 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 18 pontos. De acordo com o Commerzbank, o algodão é um dos produtos agrícolas americanos mais suscetíveis a uma retaliação pela China, uma vez que há mais opções de fornecedores no mercado global e o país asiático está com os estoques elevados. A China já foi o maior importador mundial de algodão, mas caiu para a terceira posição no ranking no ano passado. No mercado interno, o preço médio ao produtor na Bahia ficou em R$ 99,08 a arroba, segundo levantamento da associação local de agricultores, a Aiba.

Milho: Pregão volátil: As apreensões com a guerra comercial entre EUA e China geraram instabilidade nos preços dos grãos na bolsa de Chicago na última sexta-feira. Após iniciarem o pregão em queda, os contratos futuros do milho com entrega para julho reverteram às perdas e fecharam com alta de 1,5 centavo, cotados a US$ 3,8575 o bushel. De acordo com a agência Reuters, a escalada das tensões entre os dois países levou alguns importadores chineses a iniciar um plano de contingência, o que gerou aumento na demanda por fontes alternativas de proteína vegetal. Entre elas estaria o DDG, produzido a partir do processamento do milho e utilizado como ração. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 41,02 a saca de 60 quilos, queda de 1,32%. (Valor Econômico 26/03/2018)