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MRS Logística firma contrato de R$ 453 milhões com Rumo

O conselho de administração da MRS Logística aprovou contrato de prestação de serviço de transporte ferroviário de carga com a Rumo no valor de R$ 453 milhões, informou a empresa nesta segundafeira (26).

O contrato visa o transporte ferroviário de açúcar dos municípios de Itirapina e Ayrosa Galvão e prevê multa de R$ 50 milhões por ano em caso de rescisão.

Na mesma reunião, realizada no dia 21 de março, o colegiado da MRS Logística recomendou a aprovação pelos acionistas, em assembleia geral ordinária, de R$ 219 milhões em dividendos, referente ao exercício de 2017. O valor deve ser pago até dezembro de 2018. (Valor Econômico 26/03/2018)

 

Syngenta anuncia acordo para aquisição da brasileira Strider

A gigante Syngenta anunciou nesta segunda-feira um contrato para adquirir a companhia brasileira de tecnologia agrícola Strider, informou a multinacional suíça em nota.

Conforme a Syngenta, que não divulgou os valores do negócio, a aquisição está condicionada à aprovação de órgãos reguladores.

"A Strider é um importante player no mercado latino-americano de agricultura digital, e a transação aumentará a capacidade da Syngenta de agregar maior valor aos seus clientes, fornecendo soluções digitais inovadoras para o gerenciamento de informações agrícolas", disse a companhia no comunicado.

A Strider é uma empresa relativamente nova. Surgiu em 2013 e, entre suas atividades, estão o monitoramento de máquinas e controle de pragas, além de imagens via satélite das culturas agrícolas. (Reuters 26/03/2018)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Produtores retraídos: A desvalorização do açúcar na bolsa de Nova York desde meados do ano passado tem feito os produtores se retraírem, o que deu uma pequena sustentação às cotações no mercado futuro ontem. Os contratos com vencimento em julho fecharam a 12,66 centavos de dólar a libra-peso, alta de 5 pontos. Segundo Nick Penney, trader sênior da Sucden Financial, os produtores da União Europeia estão preferindo armazenar açúcar nos estoques, o que reduz a disponibilidade do produto para os exportadores, especialmente nos portos europeus. A única origem com açúcar disponível, segundo Penney, é a Tailândia. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou ontem em R$ 52,33 a saca de 50 quilos, com ligeira alta de 0,06%.

Cacau: Chuva na África: As previsões climáticas para o oeste da África, onde estão concentrados dois terços da produção mundial de cacau, pressionaram as cotações da amêndoa na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 2.583 a tonelada, recuo de US$ 73. A região tem recebido chuvas que contribuem para aliviar as condições secas que geralmente ocorrem nesta época do ano. A falta de umidade vinha prejudicando os cacaueiros, comprometendo a qualidade e o desenvolvimento das amêndoas da safra 2017/18. Isso alimenta as previsões de queda na produção local. No mercado interno, o preço médio ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, avançou 1,38% ontem, para R$ 146,70, segundo a Central Nacional de Produtores.

Algodão: Pregão volátil: Os contratos futuros do algodão registraram mais um pregão de volatilidade na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em julho fecharam a 82,44 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 22 pontos. De um lado, as previsões de aumento na produção americana da pluma ainda pressionam o mercado. As estimativas de demanda na Ásia, contudo, dão suporte aos preços. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), Bangladesh, segundo maior importador mundial da pluma, deve adquirir 1,52 milhão de toneladas do mercado internacional em 2017/18 ante 1,4 milhão em 2016/17. No mercado interno, o preço médio ao produtor na Bahia ficou em R$ 98,57 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba.

Trigo: Lavouras dos EUA: A melhora nas condições de desenvolvimento do trigo de inverno nos EUA ajudou a pressionar as cotações do cereal nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 4,665 o bushel, recuo de 5 centavos. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 4,835 o bushel, queda de 4,15 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 13% das lavouras do Kansas estão em boas ou excelentes condições, avanço de 2 pontos percentuais ante o registrado na semana passada. Em Oklahoma, a melhora foi de 4 pontos percentuais no mesmo período, para 9%. No mercado interno, o preço médio do trigo no Paraná ficou em R$ 709,97 a tonelada, alta de 2,05%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 28/03/2018)