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Cresce no Brasil o plantio de soja não transgênica

O plantio de soja convencional (não transgênica) cresce no Brasil. É que tradings estão pagando mais por ela, incentivadas pela demanda européia.

O plantio de soja convencional (não transgênica) cresce no Brasil. É que tradings estão pagando mais por ela, incentivadas pela demanda europeia. O Instituto Soja Livre, que reúnem exportadores e produtores de sementes, estima que na safra 2018/19 a semeadura alcance 18% da área com a oleaginosa em Mato Grosso, principal produtor. No ciclo anterior, a lavoura convencional no Estado ficou em 15% do total, ou 1,4 milhão de hectares. Ricardo Franconere, gerente de Marketing da GDM Seeds, diz que há três anos a área era bem menor, o que levou tradings a pagarem mais para que agricultores voltassem a plantar variedades sem transgenia. Em 2017, o valor extra oferecido pelo grão convencional, além da cotação na Bolsa de Chicago, superou os R$ 10/saca, estima. Há cinco anos, era de cerca de R$ 2/saca. (O Estado de São Paulo 09/04/2018)

 

Commodities Agrícolas

Café: Pressão cambial: A forte alta do dólar na última sexta-feira diante da cautela do mercado com o decreto de prisão do ex-presidente Lula pressionou as cotações do café na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 1,194 a libra-peso, recuo de 15 pontos. Desde o início do ano, o café acumula perdas de mais de 7% em Nova York, refletindo as previsões de superávit na oferta mundial e em meio à expectativa de uma colheita recorde no Brasil na safra 2018/19. Do lado da demanda, os estoques elevados nos principais importadores contribuem para o menor interesse de compra em meio a um saldo líquido vendido recorde dos fundos em Nova York. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica em São Paulo ficou em R$ 428,07 a saca, alta de 0,62%.

Cacau: Queda semanal: Pressionados pelas realizações de lucros do fundos após acumularem alta de mais de 40% desde o início do ano, os contratos futuros do cacau encerraram a última semana com queda de 3,33% na bolsa de Nova York. Na última sexta-feira, os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 2.498 a tonelada, recuo de US$ 41. Após o superávit de mais de 300 mil toneladas em 2016/17, as perspectivas para 2017/18 são de déficit diante das revisões negativas para a produção no oeste da África. A região concentra dois terços da produção global da amêndoa e tem enfrentado tempo quente e seco. No mercado interno, o preço médio ao produtor em Ilhéus, na Bahia, ficou estável na sexta-feira, em R$ 135 a arroba, segundo a secretaria estadual da Agricultura, a Seagri.

Milho: Estoques americanos: As expectativas com o próximo relatório de oferta e demanda mundial do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), agendado para terça-feira, deram o tom das negociações no mercado futuro de milho em Chicago na última sexta-feira. Os contratos do grão com vencimento em julho fecharam a US$ 3,97 o bushel, recuo de 1,25 centavo. Segundo a média das previsões de mercado, o USDA deve apontar estoques finais de 55,67 milhões de toneladas na safra 2017/18 nos EUA, acima das 54,02 milhões de toneladas estimadas em março. As perdas, contudo, ainda foram limitadas pelas perspectivas de queda na produção da América do Sul. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 41,36 a saca de 60 quilos, alta de 0,49%.

Trigo: Condições ruins: As más condições de desenvolvimento das lavouras americanas de trigo voltaram a sustentar as cotações do cereal nas bolsas americanas na sexta-feira. Em Chicago, os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 4,885 o bushel, alta de 7,25 centavos. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 5,255 o bushel, alta de 9 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 32% das lavouras de inverno do país estavam em boas ou excelentes condições até o dia 1º deste mês, o segundo pior índice dos últimos 20 anos. O órgão divulga novo levantamento hoje com perspectivas de piora devido ao tempo frio e seco. No mercado interno, o preço médio no Paraná ficou em R$ 753,65 a tonelada, alta de 0,51%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 09/04/2018)