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Sinal verde nos EUA para a Bayer comprar a Monsanto

O Departamento de Justiça americano decidiu permitir a aquisição da Monsanto pela Bayer após ambas terem se comprometido a vender mais ativos para garantir a aprovação, segundo fontes próximas do processo.

O acordo preliminar foi negociado entre as empresas e o departamento nos últimos dias e marcou um grande passo no processo de avaliação do negócio, que estava estagnado por causa de receios das autoridades americana.

As fontes disseram que o CEO da Bayer, Werner Baumann, e o CEO da Monsanto, Hugh Grant, reuniram-se recentemente com responsáveis do Departamento de Justiça em Washington para acertar um acordo.

A notícia fez as ações da Monsanto subirem para o maior nível em quase quatro anos. Os papéis da empresa fecharam ontem em alta de 6,19%, a US$ 125,15, reduzindo a diferença entre o preço de fechamento de compra pela Bayer, de US$ 128 por ação. Não está claro quando o acordo será finalizado.

Parte do acordo prevê que a Bayer vá vender mais ativos da área de sementes e tratamento de sementes e fará concessões relacionados ao seu negócio de agricultura digital, disseram pessoas a par do assunto. A Basf também irá adquirir esses ativos, afirmaram.

A transação de US$ 62,5 bilhões, anunciada em 2016, foi aprovada no mês passado pela União Europeia e, com condições, pela China. No início do ano, a Bayer anunciou que venderia mais ativos para garantir a aprovação da autoridades antitruste.

Autoridades americanas, porém, ainda nutriam preocupações. Após a permissão dada pela UE, o Departamento de Justiça disse que o acordo poderia ter efeitos diferentes entre os produtores e consumidores americanos, citando mercado de sementes modificadas, amplamente usadas nos EUA, mas pouco utilizadas na Europa. (Valor Econômico 10/04/2018)

 

Commodities Agrícolas

Algodão: Tempo seco: As más condições climáticas no Sul dos EUA deram força ao algodão na bolsa de Nova York ontem. Os contratos da pluma com vencimento em julho fecharam a 82,76 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 58 pontos. As previsões indicam ausência de chuvas em todo o oeste do Texas pelos próximos cinco dias, com precipitações abaixo da média nas semanas subsequentes. O Estado é o principal produtor de algodão nos EUA, e as más condições climáticas tendem a prejudicar o plantio da safra 2018/19, recém-iniciada no país. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os trabalhos em campo não avançaram na última semana. No mercado interno, o preço médio ao produtor baiano ficou em R$ 98,91 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba.

Soja: Correção técnica: Após a forte desvalorização provocada pelo recrudescimento da tensão comercial entre EUA e China, os contratos futuros da soja passam por correções em Chicago. Ontem, os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 10,575 o bushel, alta de 12,75 centavos. Em nota, o banco alemão Commerzbank lembrou que a commodity já voltou a ser cotada no mesmo patamar registrado há um mês. "Isso se deve ao forte aumento dos preços da soja no Brasil, considerado um inequívoco beneficiário das possíveis tarifas punitivas aplicadas à soja dos EUA pela China", ressaltou a instituição financeira. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja no porto de Paranaguá ficou em R$ 87,02 a saca de 60 quilos, alta de 2,12%.

Milho: Demanda firme: Os contratos futuros do milho registraram alta em Chicago ontem, num dia em que os sinais de demanda firme pelo grão americano deram sustentação ao mercado. Os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 3,99 o bushel, alta de 2 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), foram embarcadas 1,94 milhão de toneladas de milho para o exterior a partir dos portos americanos ao longo da semana móvel encerrada no último dia 5, aumento de 33,8% ante o registrado na semana anterior. O mercado foi impulsionado ainda pelas más condições de desenvolvimento da safra 2017/18 na América do Sul. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 41,41 a saca de 60 quilos, leve alta de 0,12%.

Trigo: Piora nas lavouras: As perspectivas de piora nas condições de desenvolvimento das lavouras de trigo de inverno dos EUA deram força às cotações do cereal nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 5,06 o bushel, avanço de 17,5 centavos. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 5,4175 o bushel, alta de 16,25 centavos. Após o fechamento, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) apontou que 30% da área plantada do país estava em boas ou excelentes condições no último dia 5, queda de dois pontos percentuais ante a semana anterior e abaixo dos 53% de igual momento do ano passado. No mercado interno, o preço médio praticado no Paraná ficou em R$ 763,82 a tonelada, alta de 1,35%, segundo levantamento do Cepea. (Valor Econômico 10/04/2018)