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Commodities Agrícolas

Cacau: Má qualidade: A queda nas entregas de cacau nos portos da Costa do Marfim deu impulso às cotações da commodity na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 2.580 a tonelada, alta de US$ 49. Maior produtor mundial de cacau, o país recebeu 1,442 milhão de toneladas da amêndoa em seus portos durante o primeiro trimestre deste ano, redução de mais de 64 mil toneladas ante o observado no mesmo período do ano passado. Segundo o Conselho do Cacau e do Café da Costa do Marfim (CCC), os compradores estão recusando parte das entregas diante da má qualidade do produto. No mercado interno, o preço médio ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, ficou estável em R$ 149 a arroba, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Compras técnicas: Os contratos futuros do algodão ampliaram ganhos na bolsa de Nova York ontem e alcançaram o maior valor em quase um mês. Os papéis para julho fecharam a 83,41 centavos de dólar a librapeso, alta de 24 pontos, maior patamar desde 15 de março, refletindo compras técnicas dos fundos. Do lado dos fundamentos, o mercado tem sido impulsionado pelas más condições climáticas no sul dos EUA. Para o Texas, principal Estado produtor da pluma no país, as previsões são de tempo seco pelos próximos 10 dias, com chuvas abaixo da média no período subsequente. Os EUA são o maior exportador mundial de algodão. No mercado interno, o preço médio ao produtor baiano ficou em R$ 98,23 a arroba, segundo dados da associação de agricultores local, a Aiba.

Milho: Otimismo com oferta: Os contratos futuros do milho registraram queda na bolsa de Chicago ontem, ampliando as perdas observadas após o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) revisar suas previsões para a oferta e demanda mundial na safra 2017/18. Os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 3,9575 o bushel, recuo de 2 centavos. "Fundos e investidores continuaram se desfazendo de posições. O mercado, porém, segue atento à pouca presença brasileira e argentina no mercado internacional devido à queda na produção de ambos os países", ressaltou a corretora Granoeste, do Paraná, em nota divulgada ontem. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 40,82 a saca de 60 quilos, queda de 0,49%.

Trigo: Estoques maiores: Os contratos futuros do trigo registraram queda ontem nas bolsas americanas, refletindo o aumento nas previsões de oferta mundial em 2017/18. Na bolsa de Chicago, os papéis para julho recuaram 4,25 centavos, a US$ 5,0425 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os lotes para julho caíram 4,75 centavos, a US$ 5,3575 o bushel. Na terça-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou sua projeção para os estoques finais da safra 2017/18 para 271,22 milhões de toneladas ao ajustar a estimativa dos estoques iniciais. Se confirmado, o volume representaria um crescimento de 6,5% ante a safra passada. No mercado interno, o preço do trigo no Paraná apurado pelo Cepea/ Esalq subiu 0,95% para R$ 780,73 a tonelada. (Valor Econômico 12/04/2018)