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Commodities Agrícolas

Café: Pressão cambial: O dólar cotado perto dos R$ 3,43 ao longo do pregão de ontem contribuiu para pressionar os contratos futuros do café arábica na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 1,1655 a libra-peso, recuo de 295 pontos. A moeda americana mais forte ajuda a elevar as margens dos exportadores brasileiros e, consequentemente, a oferta do país no mercado internacional. "Se Nova York não tem contribuído (...) ao menos aos brasileiros a desvalorização do real dá um alento para segurar os preços no mercado interno", afirmou a Archer Consulting em nota. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica em São Paulo ficou em R$ 428,19 a saca de 60 quilos, com queda de 0,6%.

Cacau: De olho no consumo: As perspectivas de demanda firme por cacau este ano deram impulso às cotações do produto na bolsa de Nova York ontem. Os contratos da amêndoa para entrega em julho fecharam a US$ 2.704 a tonelada, avanço de US$ 128. Em seu balanço, a Barry Callebaut, maior companhia processadora de cacau do mundo, relatou crescimento de 8,5% no volume de vendas no primeiro semestre do seu ano fiscal, corroborando as previsões de uma demanda maior por chocolate. O dado também alimenta o otimismo com os dados de moagem trimestral da Europa, a serem divulgados na quarta-feira. No mercado interno, o preço médio do cacau ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, subiu 5,13%, para R$ 157,70 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Milho: Demanda fraca: Os sinais de enfraquecimento da demanda internacional pelo milho americano deram o tom das negociações dos contratos futuros do grão na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 3,91 o bushel, queda de 3,5 centavos. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os exportadores do país embarcaram 1,5 milhão de toneladas do grão na semana encerrada em 12 de abril, queda semanal de 22,5%. No acumulado ano-safra 2017/18, as entregas somam 27,98 milhões de toneladas ante 35,89 milhões de toneladas no mesmo período de 2016/17. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 40,13 a saca de 60 quilos, alta de 0,53%.

Trigo: Chuva nos EUA: As previsões de chuva no sul dos EUA pressionaram as cotações do trigo nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 4,79 o bushel, recuo de 10,25 centavos. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 4,97 o bushel, queda de 18 centavos. Segundo o Serviço de Meteorologia Nacional dos EUA, deve chover na região nos próximos quatro a cinco dias, em quantidade suficiente para melhorar as condições de solo das lavouras do trigo vermelho duro de inverno. Essa área tem recebido pouca chuva nos últimos três meses, com condições particularmente ruins no Texas, Oklahoma e Kansas. No mercado interno, o preço médio do trigo no Paraná ficou em R$ 790,82 a tonelada, alta de 0,89%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 17/04/2018)