Macroeconomia e mercado

Notícias

Commodities Agrícolas

Café: Tempo seco: As previsões de tempo seco no Brasil ao longo do último fim de semana ajudaram a pressionar as cotações do café na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 1,226 a libra-peso, recuo de 175 pontos. O mercado segue atento ao clima no Brasil, onde o início da colheita da safra de café 2018/19 se aproxima. A chuva no período de colheita tende a comprometer a qualidade dos grãos, além de atrasar os trabalhos de campo e atrapalhar a secagem do café. As previsões mais otimistas são de que o país deve colher cerca de 60 milhões de sacas de café na atual temporada, um volume recorde. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica em São Paulo ficou em R$ 451,15 a saca de 60 quilos na sexta-feira, queda de 0,62%.

Cacau: Semana volátil: A última semana foi de intensa volatilidade para os contratos futuros do cacau na bolsa de Nova York. Após o sobe e desce da cotações, os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 2.777 a tonelada na sexta-feira, com recuo de US$ 64. Na semana, a desvalorização foi US$ 54 por tonelada. Embora as chuvas observadas nas últimas semanas no oeste da África - principal região de produção no mundo - alimentem as expectativas de uma melhor oferta em maio e início de junho, o maior consumo global ainda gera incertezas em relação ao equilíbrio entre a oferta e a demanda na safra 2017/18. No mercado interno, o preço médio da amêndoa ao produtor em Ilhéus e Itabuna recuou 0,57%, para R$ 172,70 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Clima nos EUA: As previsões de boas condições climáticas no último fim de semana nas regiões produtoras de soja dos EUA pressionaram os contratos futuros da oleaginosa na sexta-feira em Chicago. Os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 10,3675 o bushel, recuo de 16,50 centavos. "O cenário climático para o país é favorável, com uma mistura de tempo aberto, temperaturas mais altas e chuvas regulares", apontou a AgResources em nota. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o plantio da safra 2018/19 de soja nos EUA atingiu 5% da área esperada no último dia 29, em linha com a média histórica dos últimos cinco anos, de 5%. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 86,34 a saca de 60 quilos, queda de 0,3%.

Trigo: Realização de lucros: Após baterem o maior valor desde agosto de 2017, os contratos futuros do trigo registraram queda na bolsa de Chicago na sexta-feira. Os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 5,2625 o bushel, recuo de 11,75 centavos. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 5,5575 o bushel, queda de 12 centavos. No ano, o trigo ainda acumula valorização de 86 centavos de dólar em Chicago devido às más condições de desenvolvimento da safra 2018/19. Segundo o Conselho Internacional de Grãos, serão colhidas no mundo 739 milhões de toneladas em 2018/19, volume 2 milhões de toneladas menor do que o estimado até então. No mercado interno, o preço médio no Paraná subiu 0,55%, cotado a R$ 844,01 a tonelada, segundo o Cepea. (Valor Econômico 07/05/2018)