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Commodities Agrícolas

Açúcar: Oferta abundante: As previsões de oferta mundial abundante de açúcar continuam pressionando as cotações na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos com vencimento em outubro fecharam a 11,68 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 11 pontos e queda de 334 pontos no ano. Em abril, o açúcar rompeu a marca dos 12 centavos de dólar a libra-peso, o que ocorrera em apenas 7,5% dos fechamentos dos últimos dez anos, segundo levantamento da Archer Consulting. De acordo com a consultoria Green Pool, a oferta deverá superar a demanda em 18,371 milhões de toneladas em 2017/18 e em 6,55 milhões de toneladas em 2018/19. No mercado interno, o indicador Cepea/esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 55,69 a saca de 50 quilos, alta de 0,32%.

Algodão: Ajuste técnico: Após atingirem o maior patamar em quase quatro anos na sexta-feira, os contratos futuros do algodão passaram por um ajuste técnico na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em julho fecharam a 85,99 centavos de dólar a libra-peso, com recuo de 91 pontos. No ano, o algodão acumula alta de 9,4% em Nova York, refletindo o tempo seco no Sul dos EUA e o ritmo de plantio abaixo da média no país. Em nota, o Commerzbank destacou que embora a área plantada deva aumentar nos EUA, esse avanço deve se restringir à área semeada, e não à efetivamente colhida, uma vez que a falta de chuvas pode levar ao maior abandono das lavouras. No mercado interno, o preço médio ao produtor na Bahia ficou em R$ 107,92 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba.

Soja: Tensão comercial: As tensões comerciais entre EUA e China seguem assombrando o mercado futuro da soja. Ontem, os contratos da oleaginosa com vencimento em julho fecharam a US$ 10,115 o bushel em Chicago, recuo de 25,25 centavos. Maior consumidor mundial de soja, a China anunciou este ano que irá taxar em 25% o produto americano caso os EUA levem adiante o plano de taxar até US$ 60 bilhões em produtos chineses. Segundo estudo realizado pela equipe de economistas agrícolas da Universidade de Perdue, as importações de soja dos EUA pela China podem cair 65% caso a tarifa de 25% sobre a oleaginosa seja de fato implementada. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 85,98 a saca de 60 quilos, queda de 0,42%.

Milho: Plantio avança nos EUA: O avanço do plantio da safra 2018/19 nos EUA ajudou a pressionar as cotações do milho na bolsa de Chicago ontem. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 4,0075 o bushel, queda de 5,5 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o plantio do cereal atingiu 39% da área esperada até o último dia 6 de maio, avanço semanal de expressivos 22 pontos percentuais. O mercado esperava que o órgão apontasse o plantio de 35% da área. Em seu último levantamento, o USDA apontou que 35,6 milhões de hectares devem ser destinados ao milho no país no atual ciclo - área inferior à da soja pela primeira vez em mais de 30 anos. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 41,51 a saca, alta de 2,67%. (Valor Econômico 08/05/2018)