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Entregas de fertilizantes sobem 24,9% em abril no país, aponta Anda

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 1,72 milhão de toneladas em abril, 24,9% mais que no mesmo mês de 2017, informou a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). No quadrimestre, as entregas avançaram 3,4%, para 8,06 milhões.

Conforme a associação, o aumento da demanda reflete o início da retirada para as culturas de verão em Mato Grosso, cana-de-açúcar na região Sudeste e trigo na região Sul.

O total de fertilizantes entregues em nutrientes (NPK) no trimestre cresceu 0,3%, para 3,5 milhões toneladas. Os fertilizantes nitrogenados e fosfatados registraram crescimento de 0,9% e 0,7% respectivamente e redução de 0,6% nos potássicos.

Mato Grosso, líder nas entregas ao mercado, concentrou o maior volume no período analisado (21,9%), atingindo 1,8 milhão de toneladas, seguido do Paraná (13,8%) com 1,1 milhão de toneladas, São Paulo (13,4%) com 1,1 milhão de toneladas, Minas Gerais (11,7%) com 945 mil toneladas e Goiás (11,3%) com 910 mil toneladas.

A produção nacional de fertilizantes intermediários totalizou 618 mil toneladas em abril, retração de 6,8% ante o mesmo mês de 2017 e no acumulado de janeiro a abril, a produção total atingiu 2,5 milhão de toneladas, retração de 4,7% em relação ao mesmo período de 2017.

No quadrimestre, foram registradas quedas nas produções dos fertilizantes nitrogenados de 8%, de 0,8% nos fosfatados e de 14,9% nos potássicos em relação a 2017.

As importações de fertilizantes intermediários (dados preliminares) alcançaram em abril 1,6 milhão de toneladas, redução de 10,8% na comparação anual e no acumulado de janeiro a abril, total de 6,3 milhão de toneladas, baixa de 13,1%, em relação ao mesmo período de 2017.

Foram registradas quedas de 17,6% nos fertilizantes nitrogenados e de 23,6% nos fosfatados e crescimento de 0,2% nos fertilizantes potássicos, no período analisado, em relação ao ano de 2017.

Pelo porto de Paranaguá, a principal porta de entrada dos fertilizantes, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, aumento de 0,3% em relação a 2017. (Valor Econômico 15/05/2018)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Ajuste técnico: Um ajuste técnico deu impulso às cotações do açúcar na bolsa de Nova York ontem, após a commodity acumular onze semanas consecutivas de perdas. Os papéis com vencimento em outubro fecharam a 11,85 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 21 pontos. No ano, a commodity ainda acumula desvalorização de 21,11%, pressionada pelas previsões de superávit na oferta mundial em 2017/18 e 2018/19. As projeções são baseadas numa produção recorde na Ásia. No Brasil, as perspectivas são de queda na produção, com risco de o país perder o posto de maior produtor mundial pela primeira vez desde 2001. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 53,15 a saca e 50 quilos, alta de 0,89%.

Café: Terceira queda seguida: Por mais um dia, os contratos futuros do café acompanharam as oscilações do mercado cambial no Brasil, maior produtor mundial da commodity. Na bolsa de Nova York, os papéis do arábica com vencimento em julho fecharam a US$ 1,1695 a libra-peso, recuo de 65 pontos. A moeda americana testou a máxima de R$ 3,70 ontem, o que contribui para elevar as margens dos exportadores brasileiros e aumentar a oferta do país no mercado internacional. Somase a isso, previsões cada vez mais otimistas para a safra 2018/19, cujas perspectivas de superávit são puxadas pelas projeções de uma produção recorde no Brasil - de cerca de 60 milhões de sacas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq par ao grão arábica em São Paulo ficou em R$ 445,21 a saca de 60 quilos, alta de 0,5%.

Cacau: Realização de lucros: Os contratos futuros do cacau fecharam em queda ontem na bolsa de Nova York. Os papéis da amêndoa com vencimento em julho fecharam a US$ 2.674 a tonelada, queda de US$ 105. Com isso, a commodity reduziu os ganhos acumulados no ano de 46,8% para 41,3%. No mês, a desvalorização acumulada soma 5,35%, com perdas de 4,67% só nas duas últimas sessões. Segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities, os fundos mantinham um saldo líquido comprado de 57.229 contratos no dia 8, recuo marginal de 0,05% ante o observado uma semana antes. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, apresentou queda 3,53%, para R$ 175 a arroba, segundo dados da Central Nacional de Produtores de Cacau.

Milho: América do Sul: Os contratos futuros do milho registraram alta na bolsa de Chicago ontem e se aproximaram de seu maior valor em dois anos. Os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 4,105 o bushel, avanço de 14 centavos. Após a recuperação do atraso no plantio dos EUA, as cotações refletem a queda na produção da América do Sul. No Brasil, a consultoria Safras & Mercado estima que a produção do ciclo 2017/18, somará 88,955 milhões de toneladas, redução de 17,56% ante 2016/17. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires prevê queda de 17,9% na produção ante o ciclo passado, para 32 milhões de toneladas. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 42,25 a saca de 60 quilos, valorização de 0,26%. (Valor Econômico 16/05/2018)