Macroeconomia e mercado

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Commodities Agrícolas

Açúcar: Virada semanal: Os contratos futuro de açúcar sinalizam a primeira valorização semanal após 11 semanas consecutivas em baixa. Ontem, os papéis com vencimento em outubro fecharam o pregão a 11,89 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York, valorização de 4 pontos. A alta é puxada pelo ajuste de posições dos fundos em meio à valorização do petróleo e às perspectivas cada vez mais negativas para a produção no Brasil, maior exportador global. Segundo o Commerzbank, as expectativas são de que a relação entre o preço do etanol e da gasolina no Brasil bata os 62% no final deste mês, tornando a produção do biocombustível mais atrativa para as usinas brasileiras. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 53,07 por saca de 50 quilos, queda de 0,15%.

Algodão: Incerteza dos EUA: As incertezas sobre a produção de algodão nos EUA em 2018/19 deram sustentação às cotações da pluma na bolsa de Nova York. Ontem, os papéis com vencimento em outubro fecharam a 82,4 centavos de dólar por libra-peso, avanço de 106 pontos. Apesar de prever um aumento de 11% na área de plantio, para 5,08 milhões de hectares, o Comitê Consultivo Internacional do Algodão estima queda de 7,6% na produção do país, para 4,23 milhões de toneladas. As previsões climáticas atualizadas, contudo, indicam chuvas ao longo dos próximos cinco dias no Texas, principal Estado produtor. Isso pode aliviar os problemas e contribuir para o plantio da safra 2018/19. No Brasil, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 110,81 a arroba, de acordo com associação de agricultores local, a Aiba.

Soja: Tensão sino-americana: As tensões comerciais entre EUA e China continuam dando o tom das negociações dos contratos futuros de soja na bolsa de Chicago. Ontem, os papéis para agosto fecharam a sessão a US$ 10,0325 por bushel, queda de 18,75 centavos. O mercado tem apostado que os dois países terão dificuldades para chegar a um acordo para evitar as tarifas que ambos planejaram impor sobre os produtos um do outro. A maior consequência para a agricultura dos Estados Unidos seria a taxa de 25% sobre a soja americana anunciada pela China. Segundo estudo da Universidade de Perdue, as compras de soja americana pela China podem cair 65% se tarifa for imposta. No,mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 85,21 a saca de 60 quilos, retração de 0,91%.

Trigo: Oferta deficitária: As más condições de desenvolvimento da safra 2018/19 nos Estados Unidos e as previsões de queda na oferta mundial deram força às cotações do trigo nas bolsas americanas. Em Chicago, os papéis do grão com vencimento em setembro fecharam a quarta-feira a US$ 5,1025 por tonelada, alta de 0,5 centavo. Na bolsa de Kansas, os contratos de mesmo vencimento fecharam a US$ 5,325 o bushel, avanço de 4 centavos. Segundo o Conselho Internacional de Grãos (IGC), o volume colhido no mundo deverá somar 739 milhões de toneladas neste ciclo, 6 milhões abaixo da demanda prevista. O Departamento de Agricultura dos EUA estima uma queda de 1,4% na produção mundial. No Brasil, o preço médio praticado no Paraná ficou em R$ 938,06 a tonelada, alta de 1,7%, de acordo com o Cepea. (Valor Econômico 17/05/2018)