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Commodities Agrícolas

Açúcar: Exportações no radar: Os contratos de açúcar demerara com vencimento em outubro caíram 21 pontos na sexta-feira, a 12,81 centavos de dólar a libra-peso. O fim da paralisação dos caminhoneiros e da greve dos petroleiros no Brasil acabaram com as especulações sobre o atraso nas exportações do país. Segundo Thomas Kujawa, da Sucden Financial, os riscos logístico e climático foram usados como desculpa para a alta dos preços, mas ambos não são influências de longo prazo. No Brasil, o pedido de demissão de Pedro Parente na Petrobras aumenta a especulação sobre a política de preços de combustíveis, e mudanças envolvendo o etanol podem influenciar no destino da cana colhida. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 56,20 a saca de 50 quilos, alta de 0,84%.

Cacau: Menor demanda à vista: Os contratos futuros do cacau fecharam em baixa na sexta-feira em Nova York. Os papéis para setembro encerraram o dia a US$ 2.505 a tonelada, queda de US$ 2. Ainda pairam no mercado receios com o consumo de chocolate na Europa, com a crise se acirrando na Itália. Na sexta-feira, Giuseppe Conte, indicado pelo presidente Sergio Matarella, assumiu como primeiro-ministro do país, mas liderará um governo contrário à integração europeia. Refletindo a perspectiva de menor demanda pela amêndoa, fundos que operam em Nova York diminuíram as apostas na alta da commodity. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 170 a arroba, alta de 2,9%, de acordo com levantamento da Central Nacional de Produtores.

Soja: EUA contra o mundo: Os contratos de soja com vencimento em agosto subiram 2,75 centavos de dólar e terminaram cotados a US$ 10,26 o bushel em Chicago na sexta-feira. Investidores aguardam novidades nas disputas comerciais dos EUA. Afora a questão China e EUA, na quinta-feira o presidente americano Donald Trump anunciou novas tarifas sobre as importação de aço e alumínio do México, Canadá e União Europeia. Como resposta, o Canadá anunciou represálias no montante de US$ 12 bilhões a produtos dos EUA, entre eles várias commodities agrícolas, e o México avisou que também sobretaxará produtos. Analistas dizem que a UE fará o mesmo. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 86,89 a saca de 60 quilos, alta de 0,33%.

Milho: Disputas comerciais: As disputas comerciais envolvendo os EUA também reverberaram nas cotações de milho na sexta-feira, após os EUA sobretaxarem aço e alumínio do Canadá e México. Os papéis para setembro caíram 2,75 centavos de dólar, a US$ 4,005 o bushel. O secretário de Comércio americano, Wilbur Ross, está a caminho da China para reanimar as negociações, mas enquanto nada é acordado o mercado permanece receoso. "Essas tarifas levarão muitas empresas à quebra", disse Brian Kuehl, diretor da Farmers for Free Trade. Ele não descarta o fim do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta). Essas notícias se sobrepuseram às exportações americanas acima do esperado. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 45,89 a saca, alta de 0,88%. (Valor Econômico 04/06/2018)