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Commodities Agrícolas

Açúcar: Mais etanol: As perspectivas de uma safra de cana-de-açúcar mais alcooleira no Brasil em 2018/19 voltaram a impulsionar as cotações do açúcar demerara na bolsa de Nova York ontem. Os contratos da commodity com vencimento em outubro fecharam a 12,76 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 9 pontos. Na terça-feira, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) apontou que a região produziu 1,34 milhão de toneladas de açúcar na segunda metade de maio, volume inferior aos 1,76 milhão de toneladas de igual período do ano passado. Já o percentual de cana destinada à produção de etanol ficou em 67,46% ante 52,53% em igual período de 2017. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 58 a saca de 50 quilos, alta de 0,55%.

Algodão: Produção menor: O mercado continua atento às perspectivas para a oferta e demanda de algodão no ciclo 2018/19, quando as previsões são de queda na produção. Ontem, os contratos da pluma com vencimento em outubro fecharam a 93,94 centavos de dólar a libra-peso, alta de 31 pontos. Na última terça-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) revisou para baixo suas previsões para a safra 2018/19. Segundo o órgão, a produção mundial deve apresentar queda de 1,27% na atual temporada, para 26,21 milhões de toneladas. Em maio, o órgão previa uma produção global de 26,39 milhões de toneladas de algodão. No mercado interno, o preço médio ao produtor na Bahia ficou em R$ 115,57 a arroba ontem, segundo a associação de agricultores do Estado, a Aiba.

Soja: Bom desenvolvimento: O bom andamento da safra 2018/19 nos EUA voltou a pressionar as cotações da soja na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em agosto fecharam a US$ 9,4175 o bushel, queda de 17,75 centavos. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 74% da área plantada com soja no país estava em boas ou excelentes condições até o último dia 10, índice superior aos 66% observados em igual momento do ano passado. As previsões climáticas mais recentes são de chuva no Meio-Oeste dos EUA ao longo das próximas duas semanas, o que deve contribuir para a manutenção dos níveis de umidade das lavouras. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 82,62 a saca de 60 quilos, ganho de 0,13%.

Trigo: Correção técnica: Após a forte alta observada na terça-feira, quando as previsões de queda na produção mundial apontadas pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) deram impulso ao mercado, as cotações do trigo registraram queda nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 5,3275 o bushel, queda de 17,25 centavos. Em Kansas, o cereal de igual vencimento fechou a US$ 5,55 o bushel, recuo de 13 centavos. O órgão reafirmou as perspectivas de déficit mundial em 2018/19, com queda de 2,27% nos estoques, para 266,16 milhões de toneladas. Segundo analistas, contudo, o volume ainda é considerado confortável. No mercado interno, o preço médio no Paraná ficou em R$ 1.046,04 a tonelada, alta de 0,94%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 14/06/2018)