Macroeconomia e mercado

Notícias

Commodities Agrícolas

Açúcar: Guerra comercial: A guerra comercial entre EUA e China também impactou as cotações do açúcar na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em outubro fecharam a 12,13 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 15 pontos. A disputa entre os dois países elevou a aversão ao risco e deu força ao dólar, o que estimula as exportações, ampliando a oferta no mercado internacional. A queda das cotações acompanhou ainda o recuo nos preços do petróleo antes da reunião da Opep. A perspectiva de aumento ou redução da produção mundial de petróleo influencia a decisão das usinas no que tange à fabricação de açúcar ou etanol. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 58,31 a saca de 50 quilos, queda de 0,32%.

Café: Alta do dólar: Com o dólar em alta, as cotações do café também registraram queda na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 1,164 a libra-peso, recuo de 30 pontos. Apesar da forte intervenção do Banco Central, o dólar ainda apresenta viés de alta no Brasil diante do recrudescimento do protecionismo americano e das incertezas acerca das próximas eleições no Brasil. O dólar mais forte eleva as margens dos exportadores brasileiros, contribuindo para uma maior oferta de café no mercado internacional. O Brasil é o maior produtor mundial do grão e deve colher uma safra recorde em 2018/19. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo ficou em R$ 446,42 a saca de 60 quilos, queda de 0,57%.

Cacau: Aversão a risco: A aversão ao risco após o recrudescimento das tensões comerciais entre EUA e China também pressionou o cacau em Nova York ontem. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 2.453 a tonelada, queda de US$ 23. A tensão entre os dois países deu força ao dólar ante as principais divisas do mundo, incluindo o euro. A moeda europeia mais fraca reduz as perspectivas de consumo no continente, responsável por cerca de um terço do processamento mundial de cacau. O dólar em alta também eleva a arbitragem das cotações entre Nova York e Londres, gerando correções nas duas bolsas. O preço médio ao produtor em Ilhéus e Itabuna ficou estável em R$ 163,40 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Trigo: Condições favoráveis: A melhora expressiva nas condições de desenvolvimento do trigo de primavera nos EUA pressionou as cotações do grão nas bolsas americanas ontem. Em, Chicago, os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 4,895 o bushel, recuo de 12 centavos. Em Kansas, o cereal com o mesmo vencimento fechou a US$ 4,99 o bushel, queda de 16 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 78% da área plantada com o trigo de primavera estava em boas ou excelentes condições até o último dia 17, oito pontos percentuais acima do observado uma semana antes e superior aos 41% em igual momento de 2017. No mercado interno, o preço médio no Paraná ficou em R$ 1.052,55 a tonelada, alta de 0,4%, de acordo com levantamento do Cepea. (Valor Econômico 19/06/2018)