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Commodities Agrícolas

Açúcar: Queda do petróleo: A queda nas cotações do petróleo contribuiu para pressionar as cotações do açúcar demerara na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em outubro fecharam a 12,32 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 9 pontos. Ao longo do pregão, contudo, a commodity não apresentou direcionamento definido. Se o petróleo mais barato tende a reduzir o interesse das usinas por etanol, estimulando a produção de açúcar, o tempo quente e seco no Brasil ainda limita as perdas em bolsa. No ano, o açúcar acumula queda de 17,98%, como reflexo das previsões de superávit na oferta mundial após uma safra recorde na Índia e na Tailândia. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 58,94 a saca de 50 quilos, alta de 1,29%.

Café: Atenção ao Brasil: Após um pregão sem direcionamento definido, os contratos futuros do café arábica registraram leve alta na bolsa de Nova York ontem, com o mercado atento à produção brasileira no ciclo 2018/19. Os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 1,172 a libra-peso, avanço de 25 pontos. Enquanto o tempo quente e seco no Centro-Sul do Brasil tende a contribuir para a colheita da safra 2018/19, o mercado segue de olho nos primeiros indicadores de produtividade das lavouras. Segundo a Zaner Group, caso os números iniciais do país fiquem muito abaixo do esperado, as cotações podem passar por uma correção de alta. O Brasil é o maior produtor mundial de café. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica em São Paulo ficou em R$ 449,58 a saca, alta de 0,95%.

Milho: Boas condições: O bom desenvolvimento das lavouras de milho da safra 2018/19 nos EUA continua pressionando as cotações do grão na bolsa de Chicago. Ontem, os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 3,595 o bushel, baixa de 7 centavos. Após o pregão, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) apontou que 77% da área plantada do país estava em boas ou excelentes condições até o dia 24. Apesar de recuo semanal de um ponto, o percentual ainda é bem superior ao registrado em igual momento do ano passado, quando 67% das lavouras receberam a mesma classificação. As previsões de curto prazo indicam clima favorável para a cultura no país. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 37,76 a saca, queda de 0,34%.

Trigo: Correção técnica: As condições sobre compradas do trigo nas bolsas americanas têm motivado correções técnicas nas cotações da commodity. Ontem, os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 4,905 o bushel em Chicago, recuo de 13,75 centavos. Em Kansas, o grão com o mesmo vencimento fechou a US$ 4,875 o bushel, queda de 18 centavos. "Estamos esperando essa queda há algum tempo. A recente alta do preço foi deslocada dos fundamentos", explicou Warren Patterson, do banco ING. No ano, o trigo ainda acumula alta de 11,41% em Chicago, com as previsões de queda na produção mundial do cereal e o tempo quente e seco nas principais regiões produtoras. No Brasil, o preço médio no Paraná ficou em R$ 1.059,60 a tonelada, queda de 0,27%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 26/06/2018)