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Açúcar: Correção técnica: A forte alta do dólar ante o real foi o estopim para uma correção técnica no valor dos contratos futuros do açúcar na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em outubro fecharam a 12,05 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 40 pontos (3,21%). A moeda americana mais forte eleva as margens dos exportadores brasileiros, contribuindo para uma maior oferta do país no mercado internacional. Antes mesmo da abertura do pregão, contudo, a consultoria Zaner Group já destacava a possibilidade de uma correção depois da recente alta das cotações em razão do elevado posicionamento vendido dos fundos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal negociado em São Paulo ficou em R$ 58,79 a saca, alta de 0,79%.

Cacau: Queda mensal: Os contratos futuros do cacau passaram por uma ajuste técnico na bolsa de Nova York ontem, revertendo os ganhos acumulados desde o início deste mês e reduzindo ainda mais a valorização registrada no ano. Os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 2.380 a tonelada, baixa de US$ 92 e queda de US$ 127 desde o início do mês. O fortalecimento do dólar ante o euro após as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos de diversos países e as chuvas previstas para o oeste da África alimentaram o pessimismo com a demanda e o otimismo com a oferta em 2018/19, respectivamente. No mercado interno, o preço médio ao produtor em Ilhéus E Itabuna, na Bahia, ficou estável em R$ 161,50 a arroba na terça-feira, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.

Soja: Trump e clima: O impasse comercial entre EUA e China e as excelentes condições das lavouras nos EUA voltaram a ditar o rumo do mercado futuro da soja em Chicago. Ontem, os contratos da oleaginosa com vencimento em agosto fecharam o pregão a US$ 8,73 o bushel, estáveis em relação à terça-feira. No início da sessão de ontem, o mercado chegou a reagir positivamente à sinalização de Donald Trump de que aliviaria as exigências por mais restrições a investimentos chineses em empresas de tecnologia americanas, mas cedeu ao fim do pregão diante da falta de novos fundamentos. Estima-se que a guerra comercial entre os dois países derrube em 65% as exportações dos Estados Unidos. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 85,50 a saca de 60 quilos, alta de 1,82%.

Trigo: Alta nos EUA: Depois de três pregões consecutivos de baixa, a queda de 1,8% esperada para a produção mundial de trigo impulsionou as cotações do cereal nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos do grão com vencimento em setembro fecharam ontem a US$ 4,885 por bushel, avanço de 5,5 centavos. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 4,7825 o bushel, alta de 2,75 centavos. O mercado vinha passando por uma correção nos últimos dias após a forte alta motivada pelo atraso no plantio dos EUA e pelo tempo quente e seco nas principais regiões produtoras do planeta, cenário que ainda persiste. No ano, o trigo acumula alta de 10,96%. No Brasil, o preço médio no Paraná ficou em R$ 1.068,66 a tonelada, queda de 0,37%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 28/06/2018)