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Bayer vê Brasil como chave para expansão de divisão global de "crop science"

O Brasil é o segundo mercado mais importante para a alemã Bayer e o país deverá ser o principal motor para o crescimento de sua divisão de "crop science", disse o presidente global da unidade de negócios da companhia, Liam Condon, em encontro com jornalistas em São Paulo nesta terça-feira.

A Bayer, que está em processo de conclusão de sua aquisição da norte-americana Monsanto , estima uma receita de cerca de 15 bilhões de reais no Brasil neste ano, das quais 80 por cento devem vir dos negócios combinados das companhias, que incluem agroquímicos e licenças de sementes geneticamente modificadas. (Reuters 03/07/2017)

 

Com Monsanto, Bayer deve faturar R$ 15 bi

A divisão agrícola da Bayer no Brasil será o motor de crescimento da alemã no mundo, segundo o presidente global da divisão, Liam Condon. Depois da conclusão da compra da Monsanto, a receita combinada das empresas deve somar R$ 15 bilhões em 2018 no país.

"Do total, 80% corresponde à divisão agrícola. O Brasil é o segundo maior mercado no mundo e tem importância estratégica", disse o executivo a jornalistas ontem.

Em 2017, a divisão agrícola da Bayer registrou vendas de € 9,6 bilhões, sendo € 1,9 bilhão originados na América Latina. Considerando a cotação do euro no fim do ano passado, a receita na região alcançou R$ 7,5 bilhões.

"O ponto de partida das duas empresas juntas seriam os R$ 15 bilhões no Brasil", disse Condon, ressaltando que esse número já desconta a receita dos ativos que foram vendidos à Basf como condição para que os órgãos antitruste aprovassem a compra da Monsanto. O executivo evitou fazer projeções de faturamentos para os próximos anos. "Mas esperamos crescimento a partir desse valor".

Sem mencionar números, Condon afirmou que as vendas da Bayer no Brasil devem crescer neste ano e em 2019. Recentemente, em teleconferência com analistas sobre os resultados da Bayer no primeiro trimestre, Condon deu indicações mais claras. Na ocasião, ele disse que as vendas no Brasil cresceram dois dígitos no primeiro trimestre.

Em 2017, o resultado global da Bayer foi diretamente afetado por um grande volume de produtos parados no canal de distribuição brasileiro, que provocou a devolução de itens e estagnação de vendas. Com provisões elevadas devido à expectativa de devolução, as vendas na América Latina foram negativas em € 69 milhões no segundo trimestre de 2017.

"No ano passado, estávamos numa situação dolorosa e não poderíamos deixar continuar. Agora, de volta ao normal, a demanda no mercado está relativamente robusta", afirmou ele.

A integração das operações da Monsanto é esperada para agosto, após concluída a venda de ativos à Basf. A expectativa é que a divulgação do resultado do segundo trimestre da Bayer já seja feita em conjunto com a Monsanto, afirmou Condon. Segundo ele, cerca de 80% dos ganhos de sinergia esperados pela integração com a Monsanto devem vir do corte de custos com infraestrutura, e o restante com o aumento de receitas. (Valor Econômico 04/07/2018)

 

Brasil e Vietnã firmam parceria na área do agronegócio

Missão liderada pelo vice primeiro ministro vietnamita foi recebida pelo ministro Blairo Maggi.

Os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, e o da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Vietnã, Ha Kong Tuan, assinaram nesta segunda-feira (1º) memorando de entendimento com o objetivo de incentivar maior cooperação entre os dois países nas áreas relacionadas à agricultura.

Melhorar e facilitar a cooperação técnica entre cientistas e instituições de pesquisa e desenvolvimento agrícola é uma das atividades previstas no acordo, compreendendo intercâmbio de delegações de especialistas, cientistas e estagiários. Está previsto também a troca de sementes e raças animais, de informações técnicas e documentos, além de organização conjunta de seminários técnicos, workshops, conferências, exposições setoriais, formulação e implementação de projetos de pesquisa.

O documento foi assinado no Ministério de Relações exteriores, nesta segunda-feira, com a presença do ministro Blairo Maggi durante reunião com a comitiva vietnamita liderada pelo vice primeiro ministro, Vuong Dinh Hue, integrada por sete vice-ministros, além do vice presidente do banco estatal, Nguyen Thi Hong, e da Câmara de Comércio e Indústria do país, Doan Duy Khuong. No início da tarde, Maggi recebeu a missão técnica em seu gabinete no Mapa.

“O comércio tem que ser ampliado entre as partes e anda quando a parte política decide que deve andar. Daqui para frente os técnicos do Ministério da Agricultura juntamente com os técnicos deles buscarão harmonizar mais a legislação dos nossos certificados fitossanitários e fazer com os negócios aconteçam pelas mãos dos empresários, como deve ser feito”, disse o ministro após o encontro.

Maggi lembrou que o Brasil importou no ano passado um pouco de café no sistema drawback do Vietnã. “Esse mercado está aberto, é uma consequência do mercado mundial. O Brasil não precisa importar a cada instante. Mas, em determinados momentos, fazer um blend nas empresas importadoras ajuda a indústria a ser competitiva lá fora. Os países não devem ser hermeticamente fechados porque senão ele fica do tamanho do seu mercado interno”.

O Vietnã, observou Maggi, tem cem milhões de habitantes e território equivalente a 30% do Mato Grosso. “Quer dizer, então que se trata de um mercado bem interessante e que pode resultar em ganhos para ambos os lados”

Um grupo de trabalho conjunto composto por representantes do Brasil e do Vietnã será responsável por discutir e desenvolver programas sobre os assuntos de que trata o memorando.

Desde 1986, quando o Vietnã iniciou a abertura da economia, o país vem crescendo a taxas de mais de 7% ao ano. O país deixou de ser um dos países mais pobres do mundo, importador de arroz, e se transformou em modelo de crescimento e um dos maiores produtores e exportadores de arroz, maior produtor de café robusta, e grande exportador de borracha, castanhas, pimenta e pescados. Está em franco processo de industrialização, urbanização e modernização.

Além de membro da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), encontra-se entre os países emergentes mais atraentes para a realização de negócios e de investimentos. Tendo em vista a importância do Sudeste Asiático como polo produtivo e financeiro da economia global, o Brasil tem interesse na região, onde há oportunidades em função de reciprocidades entre as economias.

O MAPA em parceria com o Ministério das Relações Exteriores organizou a participação brasileira na 40ª edição da feira Food and Hotel Asia 2018, o maior e principal evento do continente asiático destinado a promoção e comercialização de alimentos e bebidas. A feira ocorreu em Singapura entre os dias 24 a 27 de abril, no Singapore Expo e contou com a participação de 3.526 expositores de 72 países e visitantes de 100 países. O Pavilhão Brasil ocupou 90m² e abrigou 17 empresas expositoras de diversos segmentos do agronegócio. (Mapa 03/07/2018)

 

BNDES abre linha de crédito de R$ 1,5 bi para capital de giro a empresas de proteínas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está abrindo uma linha de financiamento para capital de giro de 1,5 bilhão de reais para empresas de proteína animal, disse nesta terça-feira o presidente da instituição, Dyogo Oliveira.

"O setor de proteína animal, especialmente frango e suíno, foi muito afetado pela greve dos caminhonheiros, houve perdas muito importantes de animais e prejuízos da cadeia produtiva, e as empresas precisam repor esses animais, esses estoques", disse Oliveira a jornalistas, em Brasília.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estimou no começo de junho que os protestos que bloquearam rodovias e causaram mortandade nas granjas geraram impactos negativos de 3,15 bilhões de reais ao setor produtor e exportador de aves, suínos, ovos e material genético.

A linha tem prazo de 60 meses para o pagamento e 24 meses de carência, com Taxa de Longo Prazo (TLP) mais spread de risco que varia conforme a empresa, de acordo com Oliveira.

"Isso deve chegar ao tomador final em torno de 10 a 11 por cento ao ano, o que é uma taxa bastante atrativa. Essa linha já está disponível", afirmou Oliveira. (Reuters 03/07/2018)

 

Cotações agrícolas sob pressão nos próximos 10 anos

Os preços de produtos agrícolas deverão continuar baixos no mercado internacional, sobretudo em um cenário de estoques elevados como o atual; o que torna uma retomada improvável nos próximos anos. A avaliação consta do relatório "Perspectivas Agrícolas 2018-2027" da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Agência da ONU para a Agricultura e Alimentação (FAO).

O relatório divulgado ontem destaca que a produção aumentou fortemente em todas as categorias, atingindo em 2017 cifras recordes nos casos de cereais, carnes e produtos lácteos, enquanto os estoques se mantiveram em níveis jamais vistos. Paralelamente, o crescimento da demanda começou a diminuir.

Sustentada nos últimos dez anos pela alta de renda na China, que estimulou o consumo de carnes, peixes e alimentos para animais, a demanda está em desaceleração atualmente, num cenário em que não se identifica nenhuma outra fonte de crescimento para compensar a situação chinesa.

Como consequência, os preços reais da maioria dos produtos agrícolas deverão baixar nos próximos dez anos. A desaceleração da demanda deverá persistir ao longo dos próximos anos. O consumo por habitante de vários produtos deverá estagnar em escala mundial, sobretudo os de alimentos como cereais, raízes e tubérculos, cujos níveis de consumo estão próximos da saturação em vários países.

Na pecuária, a evolução da preferência alimentar em nível regional e limitações na renda disponível freiam o consumo de carnes. A demanda por lácteos, por seu lado, deve ter um crescimento mais rápido.

No contexto geral de desaceleração da demanda por habitante, o açúcar e o óleo vegetal são exceções. Serão consumidos ainda mais nos países em desenvolvimento, onde a urbanização leva a uma demanda maior de alimentos processados.

A produção agrícola total, por sua vez, deverá crescer cerca de 20% nos próximos dez anos, segundo o relatório da OCDE e da FAO, com diferenças regionais consideráveis. O aumento mais forte da produção será na África subsaariana, na Ásia, no Oriente Médio e na Africa do Norte.

Já o comércio internacional deverá crescer em um ritmo 50% menor do que nos últimos dez anos. E as exportações líquidas vão aumentar principalmente a partir das Américas.

O relatório destacou ainda que o Brasil continuará a ter papel central nas exportações agrícolas globalmente nos próximos 10 anos. A expansão da área cultivada com cana no país provocará uma alta na produção de açúcar, de 1,9% por ano e contribuindo com 1,8% do crescimento anual do setor nas Américas.

O Brasil continuará também a ser um dos maiores produtores mundiais de etanol. A expectativa é de alta de 1,5% nos próximos dez anos. Mas a fatia brasileira na produção mundial de etanol deverá diminuir de 90% para 88% em razão do avanço rápido da produção na Ásia, principalmente na China.

A OCDE e FAO apontam ainda que a produção mundial de soja continuará dominada por EUA e Brasil. Igualmente, os dois países continuarão sendo os principais produtores mundiais de carnes, com aumento de seus rebanhos entre 2018 e 2027. A previsão é de alta de 17% na produção de bovinos e suínos, de 16% para frangos e de 9% para ovelhas. (Valor Econômico 04/07/2018)

 

Decisões judiciais podem atrapalhar recuperação da Petrobrás

Empresa foi derrotada em uma ação trabalhista de R$ 15 bi, perdeu um processo de arbitragem internacional de R$ 2,4 bi e vê seu programa de venda de ativos definhar.

Uma série de decisões judiciais nos últimos meses pode atrapalhar a trajetória de recuperação da Petrobrás, que, no início de maio, chegou a registrar o maior valor de mercado de sua história. Desde o mês passado, a empresa foi derrotada em uma ação trabalhista de R$ 15 bilhões,  e está vendo seu programa de venda de ativos definhar.

Nesta terça-feira, 03, a companhia anunciou a suspensão de uma série de processos de venda, tornando mais difícil de atingir a meta de se desfazer de US$ 21 bilhões em ativos entre 2017 e 2018. Desse total, apenas US$ 4,8 bilhões já foram realizados.

A série de más notícias para a Petrobrás inclui ainda o pedido de demissão do ex-presidente Pedro Parente, que assumiu em 2016 com a missão de sanear a estatal, diante do excesso de endividamento e da imagem arranhada pela corrupção. No comando da Petrobrás desde o início de junho, o ex-diretor financeiro Ivan Monteiro tem a dura missão agora de manter o foco na austeridade financeira.

O anúncio desta terça-feira, 03, seguiu a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entende que privatizações precisam ser aprovadas pelo Legislativo. Foram suspensas as vendas de participações em quatro refinarias, do controle da Transportadora Associada de Gás (TAG), que opera um sistema de gasodutos de cerca de 4,5 mil quilômetros, e da Araucária Nitrogenados, unidade de fertilizantes. A venda da TAG, que poderia render entre US$ 8 bilhões e US$ 9 bilhões aos cofres da estatal, já estava suspensa por decisão judicial desde o início do mês passado.

Internamente, a direção da Petrobrás reconhece que a decisão do STF torna mais difícil atingir a atual meta de desinvestimento, mas não entregou os pontos. Segundo uma fonte ouvida pelo Broadcast/Estadão, há ativos que podem ficar de fora do escopo definido por Lewandowski, como a participação minoritária na petroquímica Braskem e fatias minoritárias em blocos de exploração.

Para Helder Queiroz, ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e professor do Grupo de Economia da Energia da UFRJ, o ambiente já tinha piorado antes da decisão do STF, tomada na semana passada. O cenário externo está mais adverso e o ambiente político piorou, após a greve dos caminhoneiros, cuja saída mexeu na política de preços da Petrobrás – o reajuste diário do diesel, em alta desde 2017, era uma das fontes das insatisfações dos caminhoneiros.

“A Petrobrás vai ter que revisar seu plano de negócios”, disse Queiroz.

Para o professor da UFRJ, a meta de venda de ativos também precisará ser revista. Analistas de mercado concordam. Na visão de Rafael Passos, analista da Guide Investimentos, a retirada da TAG da prateleira pode ser determinante, já que o mercado avaliava a operação em US$ 8 bilhões.

“A suspensão da venda da TAG é a que mais afeta negativamente, com impacto direto na meta de desinvestimento”, disse Passos.

Para Sabrina Cassiano, analista da corretora Coinvalores, a situação pode piorar, pois outros ativos poderão ser afetados pela decisão do STF, atrasando o cronograma de vendas. Já Luiz Caetano, da Planner Corretora, pondera que, como a estatal equilibrou as finanças nos últimos anos, não há consequências drásticas no curto prazo, mas o atraso no programa de venda de ativos “certamente atrapalha” a redução da dívida.

Do lado dos gastos causados por decisões judiciais, como a derrota na ação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), na avaliação de Queiroz, da UFRJ, a Petrobrás é vítima da instabilidade do quadro jurídico, político e institucional, que traz inseguranças para o ambiente de negócios. A estatal informou que vai recorrer tanto na ação trabalhista quanto no processo internacional de arbitragem contra a operadora de sondas Vantage Deepwater. (O Estado de São Paulo 04/07/2018)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Dólar e superávit: A recente alta do dólar ante o real e os sinais de superávit na oferta mundial de açúcar nos ciclos 2017/18 e 2018/19 após duas safras recordes na Ásia (Índia e Tailândia) voltaram a pressionar as cotações do produto na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em novembro fecharam a 12,12 centavos, baixa de 21 pontos e desvalorização de 83 pontos em duas sessões. "A perspectiva de outro superávit no mercado global de açúcar está pressionando os preços. E isso apesar do fato de que a produção no Brasil, maior produtor mundial, estar em queda", destacou o banco alemão Commerzbank em nota. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 58,23 a saca de 50 quilos, queda de 0,53%.

Cacau: Protecionismo: O receio com os efeitos do protecionismo americano sobre o comércio mundial de cacau está pressionando as cotações da amêndoa esta semana na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 2.454 a tonelada, recuo de US$ 47. "Embora o cacau dos sete maiores países produtores (88% da oferta mundial) não deva ser alvo de nenhuma tarifa de importação, os EUA, Canadá e União Europeia respondem por 44% do processamento mundial e as tensões comerciais lançam dúvidas sobre a demanda global", diz a consultoria Zaner Group. No mercado interno, o preço médio ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, ficou estável em R$ 159,33 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Suco de laranja: Temporada de furacões: O início da temporada de furacões nos EUA, que se estende até novembro, tem causado volatilidade ao mercado futuro do suco de laranja na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos de suco com vencimento em setembro fecharam a US$ 1,677 a libra-peso, avanço de 80 pontos e valorização de 735 pontos em duas sessões. De acordo com Jack Scoville, da Price Futures Group, o mercado tem sido impulsionado pela formação de algumas tempestades tropicais no Atlântico. "Nenhuma delas parece ter potencial de gerar prejuízo, mas estão se aproximando do continente, elevando, assim, o risco de danos às lavouras da Flórida", explica o analista. No mercado interno, o preço médio da laranja destinada à indústria em São Paulo ficou estável em R$ 19,28 a caixa de 40,8 quilos, segundo o Cepea.

Algodão: Piso desde maio: Os contratos futuros do algodão registraram ganho marginal na bolsa de Nova York ontem, mantendo-se no menor patamar desde maio - atingido na última segunda-feira. Os papéis com vencimento em outubro fecharam a 83,80 centavos de dólar a librapeso, alta de 3 pontos. O fortalecimento do dólar e o movimento de venda em diversos mercados disparado pelas tensões comerciais entre EUA e China ajudam a pressionar o mercado apesar do mau desenvolvimento da safra 2018/19 nos EUA. As tarifas de 25% sobre as importações oriundas dos EUA devem entrar em vigor na sexta-feira na China em resposta ao protecionismo americano. No mercado interno, o preço médio ao produtor na Bahia ficou em R$ 108,77 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba. (Valor Econômico 04/07/2018)