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Commodities Agrícolas

Açúcar: Superávit global: As perspectivas de superávit na oferta mundial de açúcar em 2017/18 e em 2018/19 continuam a pressionar as cotações da commodity na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos com vencimento em novembro fecharam a 12,12 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 7 pontos. Segundo a consultoria a australiana Green Poll, esse excedente deve ser de 19,56 milhões de toneladas em 2017/18 e de 6,62 milhões de toneladas na temporada 2018/19. No Brasil, a alta do dólar e as incertezas em relação ao futuro da política de preços dos combustíveis praticada pela Petrobras tornam o mercado ainda mais volátil, segundo a Archer Consulting. No mercado interno, o preço do açúcar cristal negociado em São Paulo ficou em R$ 57,08 a saca de 50 quilos na última sexta-feira, queda de 1,42%.

Cacau: Melhora no clima: A melhora das condições climáticas no oeste da África tem contribuído para manter as cotações do cacau sob pressão na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos da amêndoa com vencimento em setembro fecharam a US$ 2.443 a tonelada, recuo de US$ 22. Durante o fim de semana, Gana e Costa do Marfim receberam chuvas isoladas, e as previsões são de precipitações moderadas ou fortes nos próximos dias. Para as temperaturas, os meteorologistas apontam níveis próximos ou abaixo da média. A região concentra dois terços da oferta mundial, e a maior umidade eleva as perspectivas de produção de curto e médio prazos. Na Bahia, o preço médio em Ilhéus e Itabuna caiu 0,62%, para R$ 159,70 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Milho: À espera do USDA: As expectativas com o próximo relatório de oferta e demanda mundial do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) pressionaram as cotações do milho em Chicago ontem. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 3,54 o bushel, queda de 6,25 centavos. A média das previsões de mercado aponta para aumento nas estimativas de estoques dos EUA em 2018/19, de 40,05 milhões de toneladas para 44 milhões de toneladas. Mundialmente, as perspectivas são de que o USDA aponte estoques de 156 milhões de toneladas ante 154,7 milhões estimadas em junho. No Paraná, o valor médio para o milho tipo 1 ficou em R$ 29,84 a saca de 60 quilos, recuo de 0,03%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à Secretaria de Agricultura do Estado.

Trigo: Demanda em xeque: A recente valorização do dólar ante as principais divisas do mundo tem colocado em xeque as perspectivas de exportação de trigo dos EUA, o que pressiona as cotações do grão nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos do cereal com vencimento em setembro fecharam a US$ 5,08 o bushel, queda de 7,25 centavos. Em Kansas, o trigo de mesmo vencimento fechou a US$ 5,06 o bushel, baixa de 7 centavos. Segundo analistas, os produtores dos EUA podem ter que reduzir seus preços para tornar seu cereal mais competitivo em outras partes do mercado internacional caso o dólar permaneça nos níveis atuais. No mercado interno, o preço médio do trigo-pão no Paraná ficou em R$ 50,63 a saca de 60 quilos, avanço de 0,36%, segundo dados do Deral, ligado à Secretaria de Agricultura do Estado. (Valor Econômico 10/07/2018)