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Commodities Agrícolas

Cacau: Ajuste técnico: Ajustes técnicos após os dados positivos de moagem na Ásia deram fôlego às cotações do cacau na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 2.344 a tonelada, avanço de US$ 23. Segundo o analista Thomas Hartmann, a alta aparentemente derivou de coberturas de posições vendidas dos fundos antes do fim de semana. Do lado dos fundamentos, a Associação Asiática do Cacau apontou que o processamento de cacau na região somou 185.394 toneladas no último trimestre, volume 15,2% acima do observado em igual período do ano passado e acima das expectativas de mercado. Na Bahia, o preço médio praticado em Ilhéus e Itabuna caiu 8,74%, para R$ 140 a arroba, segundo dados da Central Nacional de Produtores de Cacau.

Suco de laranja: De olho no Brasil: As perspectivas de queda na produção brasileira de laranjas seguem no radar dos operadores do mercado futuro do suco de laranja concentrado e congelado na bolsa de Nova York. Na sexta-feira, os papéis da commodity para novembro fecharam a US$ 1,7125 a libra-peso, alta de 95 pontos. "A única questão no mercado é se haverá suco de laranja disponível em maiores quantidades no Brasil este ano, já que as perspectivas de produção estão em queda devido ao clima quente e seco", diz Jack Scoville, do Price Futures Group, em nota. Segundo o Fundecitrus, a produção de laranjas em São Paulo e Minas deverá recuar 28% na safra 2018/19. No mercado spot paulista, o preço médio da caixa de 40,8 quilos da fruta destinada à indústria subiu 0,1%, para R$ 20,88, segundo o Cepea.

Algodão: Sinais de melhora: Os sinais de melhora de parte das lavouras de algodão dos EUA contribuíram para pressionar as cotações da pluma na bolsa de Nova York na última semana. Na sexta-feira, os papéis da commodity com vencimento em dezembro fecharam a 87,08 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 47 pontos. Segundo a consultoria Plexus Cotton Group, as safras nos EUA e na Índia têm caminhado para atender ou ultrapassar as projeções atuais do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). "Excluindo áreas plantadas já abandonada, a colheita parece estar em boas condições", afirma a empresa. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,14%, para R$ 3,4132 a libra-peso.

Milho: Otimismo com o Nafta: O otimismo do mercado com as relações comerciais entre os EUA e o México, principal comprador do milho americano, deu força às cotações do grão na sexta-feira. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 3,69 o bushel, alta de 4 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o México firmou contrato para a importação de 245,2 mil das 774,5 mil vendidas pelos americanos entre os dias 6 e 12 de julho. De acordo com Ginaldo Sousa, diretor da Labhoro Corretora, essas compras indicam otimismo mexicano com um futuro acordo entre os países do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta). No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 37,72 a saca, uma valorização de 0,96%. (Valor Econômico 23/07/2018)