Macroeconomia e mercado

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Commodities Agrícolas

Açúcar: Pressão asiática: As perspectivas de superávit na oferta mundial de açúcar, puxadas pela ampla oferta na Ásia nos ciclos 2017/18 e 2018/19, ainda pressionam as cotações do demerara na bolsa de Nova York. Ontem, os papéis com vencimento em março ficaram estáveis, cotados a 11,84 centavos de dólar a libra-peso. No mês, porém, a queda acumulada é de 318 pontos. Segundo a trading australiana QSL, as cotações devem seguir pressionadas até que o tamanho do superávit na oferta da Tailândia se torne conhecido. "O mercado não tem certeza da quantidade de açúcar branco a ser produzido e do volume a ser consumido internamente", afirma a empresa. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 53,43 a saca de 50 quilos, queda de 0,76%.

Café: Clima no Brasil: O clima no Brasil, maior produtor mundial de café, segue no radar dos operadores do mercado futuro do grão arábica na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,1505 a saca, alta de 100 pontos. O tempo seco favorece a colheita da safra 2018/19 no Brasil, mas já gera preocupação em relação ao próximo ciclo, o 2019/20. Em nota, a Zaner Group afirma que o clima seco "tende a ter impacto negativo na próxima safra brasileira, de bienalidade negativa, e que sob circunstâncias normais resulta em considerável queda na produção". A Climatempo prevê tempo aberto e sem chuva no Centro-Sul do país esta semana. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do café arábica ficou em R$ 437,73 ontem, alta de 0,68%.

Cacau: Consumo em xeque: Mesmo com os dados acima do esperado de processamento de cacau na Europa no segundo trimestre, os contratos futuros da amêndoa voltaram a registrar queda na bolsa de Nova York esta semana. Ontem, os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 2.327 a tonelada, queda de US$ 17. Segundo analistas, o expressivo volume processado pela indústria europeia - o maior para o período na série histórica (356.109 toneladas), reflete as aquisições realizadas no fim do ano passado, quando o valor da amêndoa atingiu mínimas históricas. Nos EUA, houve queda de 3,11% na moagem no segundo trimestre. Na Bahia, o preço médio da amêndoa em Ilhéus e Itabuna ficou em R$ 136 a arroba, queda de 2,86%, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Suco de laranja: Baixa demanda: O baixo consumo de suco de laranja nos EUA pressiona as cotações do produto concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos da commodity com vencimento em novembro fecharam a US$ 1,686 a libra-peso, queda de 265 pontos. Segundo a Nielsen, houve queda de 9% nas vendas do suco concentrado e congelado nos EUA durante o período de quatro semanas encerrado em 7 de julho na comparação com igual intervalo de 2017. Em relação ao consumo de suco de laranja como um todo, a Nielsen apontou recuo de 7% nas vendas americanas. No mercado paulista, o preço médio da caixa de 40,8 quilos da fruta destinada à indústria teve retração de 0,96% ontem, para R$ 20,63, segundo levantamento do Cepea. (Valor Econômico 24/07/2018)