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Commodities Agrícolas

Cacau: Terceira queda: Em sua terceira sessão consecutiva de queda em Nova York, os contratos futuros do cacau com vencimento em dezembro fecharam a US$ 2.278 a tonelada ontem, recuo de US$ 8. No mês, as perdas acumuladas alcançam US$ 234, com o mercado pessimista em relação ao consumo mundial da amêndoa em meio ao clima favorável no oeste da África. Apesar das previsões de El Niño no fim deste ano, o que poderia comprometer a oferta do ciclo 2018/19, a região tem registrado chuvas regulares e benéficas para a safra 2017/18. O oeste da África concentra dois terços da produção mundial de cacau. No mercado interno, o preço médio ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, ficou em R$ 128,70 a arroba, queda de 5,37%, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Ajuda americana: A ajuda de US$ 12 bilhões anunciada aos agricultores americanos pelo governo dos EUA na terça-feira também deu força às cotações do algodão na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 87,97 centavos de dólar a libra-peso, alta de 127 pontos. O mercado dava sinais de apreensão com a demanda da China, maior consumidora mundial da pluma, depois que alguns compradores chineses passaram a recorrer à Índia para driblar as tarifas impostas ao algodão dos EUA, maior exportador mundial. O subsídio dos EUA, contudo, tende a destravar as vendas do país, segundo analistas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o algodão com pagamento em oito dias subiu 0,01%, para R$ 3,3728 a libra-peso.

Soja: Pacote bilionário: O pacote bilionário de ajuda a produtores americanos prejudicados pela guerra comercial entre EUA e China, anunciado na terça-feira pela Casa Branca, voltou a dar sustentação às cotações da soja em Chicago. Ontem, os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 8,66 o bushel, alta de 2,5 centavos. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a medida visa dar tempo às autoridades do governo americano para a conclusão das negociações comerciais com China, México e União Europeia, gerando novos acordos e a consequente remoção das tarifas que atualmente afetam os preços pagos aos produtores. No mercado interno, o indicador Esalq/B&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 87,81 a saca de 60 quilos, queda de 0,16%.

Trigo: Maior alta em 3 anos: Os contratos futuros do trigo registraram sua maior alta desde maio de 2015 na bolsa de Chicago ontem, refletindo o otimismo do mercado com o pacote de oferecido pelos EUA aos produtores do país para amenizar os efeitos da guerra comercial. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 5,6175 o bushel, alta de 32,5 centavos. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 5,6625 o bushel, avanço de 30,75 centavos. O pacote prevê medidas de estímulo à comercialização de grãos dos EUA e, segundo analistas, as expectativas são de que o trigo seja o principal beneficiado diante da menor oferta mundial prevista para 2018/19. No Paraná, o preço médio ontem ficou em R$ 1.031,82 a tonelada, alta de 0,41%, de acordo com o Cepea. (Valor Econômico 26/07/2018)