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Commodities Agrícolas

Açúcar: Leve queda: Diante da falta de novos fundamentos, o mercado futuro de açúcar tem oscilado pouco na bolsa de Nova York esta semana, com 15 pontos de diferença entre a cotação máxima e a mínima. Na quinta-feira, os contratos com vencimento em março fecharam a 11,9 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 9 pontos. "Os preços se mantêm dentro desse canal lateral por conta das poucas novidades no mercado", explica Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado. De acordo com ele, enquanto as previsões de queda na produção brasileira dão suporte às cotações mínimas, a elevada produção na Ásia pressiona as máximas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 54,23 a saca de 50 quilo, alta de 0,63%.

Café: Reversão: Ainda pressionados pelas boas perspectivas para a safra 2018/19 no Brasil, os contratos futuros do café reverteram ontem a pequena alta acumulada nos três primeiros pregões desta semana. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,1285 a libra-peso na bolsa de Nova York, com queda de 150 pontos. "Uma produção recorde no Brasil este ano continua pressionando os preços", aponta a Zaner Group, em nota. Maior produtor mundial de café, o Brasil deve colher uma safra recorde em 2018/19, estimada em 58 milhões de sacas pela Conab. As projeções mais otimistas indicam colheita de 60 milhões de sacas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica em São Paulo ficou ontem em R$ 430,71 a saca, com queda de 0,71%.

Cacau: Ajuste técnico: Após baterem o menor valor em cinco meses na bolsa de Nova York na quarta-feira, os contratos futuros do cacau tiveram forte alta na bolsa de Nova York ontem, reflexo de um ajuste técnico. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 2.344 a tonelada, valorização de US$ 66. O cacau tem sido pressionado pela liquidação de posições compradas dos fundos após a divulgação dos dados trimestrais de moagem da Europa. A região processou um volume recorde para um segundo trimestre desde o início da série histórica: 356.109 toneladas. Segundo analistas, contudo, o resultado refletiu a moagem do produto adquirido no fim do ano passado. Na Bahia, o preço médio em Ilhéus e Itabuna ficou estável em R$ 128,70 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores.

Trigo: Correção nos EUA: Depois de registrar a alta mais expressiva em três anos e bater o maior valor desde 2015 na quarta-feira, os contratos futuros do trigo recuaram nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 5,565 o bushel, queda de 5,25 centavos. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês caiu 5,75 centavos, a US$ 5,605 o bushel. No ano, a commodity ainda acumula alta de 26,41% em Chicago. O mercado segue atento ao desenvolvimento da safra 2018/19 de trigo no momento em que o tempo quente e seco compromete a produtividade das lavouras na Europa, na região do Mar Negro, Austrália e Canadá. No Paraná, o preço médio ficou em R$ 1.028,10 a tonelada ontem, queda de 0,36%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 27/07/2018)