Macroeconomia e mercado

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Cade aprova aquisição do controle da Alesat pela Glencore Oil

Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição, pela Glencore Oil, de 78% de participação societária indireta na Alesat, de acordo com despacho no Diário Oficial da União desta segunda-feira. A compra havia sido concluída no início do mês de julho.

A Alesat é controladora do Grupo Ale e atua na compra, armazenagem, venda e distribuição de combustíveis e lubrificantes, além de exploração de lojas de conveniência. Já a Glencore Oil pertence à gigante internacional Glencore, que tem operações em diversos mercados, como commodities agrícolas, mineração e petróleo.

Segundo o Cade, trata-se de uma aquisição de controle que abrange todas atividades econômicas do Grupo Ale no Brasil.

Em documentos enviados ao órgão concorrencial, a Glencore avaliou que a operação está inserida no contexto de entrada e expansão das suas atividades no mercado de combustíveis no Brasil e na América Latina.

Já a Alesat disse que o negócio operação garantirá a utilização eficiente de recursos para promover o crescimento futuro da empresa e “permitirá que parte de seus acionistas deixem o negócio e invistam em outras oportunidades”.

Em seu parecer, o Cade destacou que a operação “não gera sobreposições horizontais”, já que ambos os grupos não atuam nos mesmos mercados, e não “enseja preocupações concorrenciais”. (Reuters 30/07/2018)

 

Petrobras mantém preço médio da gasolina nas refinarias em R$ 1,9682

A Petrobras anuncia que o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias será mantido em R$ 1,9682 nesta terça-feira, 31.

O preço do diesel, por sua vez, segue inalterado desde o dia 1º de junho em R$ 2,0316. A redução do preço do combustível foi uma das reivindicações dos caminhoneiros na greve feita no fim de maio. (Agência Estado 30/07/2018)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Por Fundos vendidos: A atuação dos fundos na bolsa de Nova York segue pressionando as cotações do açúcar demerara. Ontem, os contratos da commodity com vencimento em março de 2019 fecharam a 11,74 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 4 pontos. "Os fundos não indexados continuam dando as cartas no mercado de açúcar", observa a Archer Consulting em nota na qual classifica a recente queda das cotações como "exagerada". "Os fundamentos pesam e estão refletidos no preço já há muito tempo. As notícias mais recentes, inclusive, são mais construtivas", aponta a consultoria ao lembrar da queda na produção do Brasil em decorrência do tempo quente e seco no Centro-Sul. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 52,79 a saca de 50 quilos, alta de 0,17%.

Algodão: Clima nos EUA: A falta de chuvas no sul dos EUA sustenta os preços do algodão na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos da pluma com vencimento em dezembro fecharam a 89,2 centavos de dólar a libra-peso, alta de 86 pontos. Diferentemente das previsões divulgadas na sexta-feira, nenhuma chuva foi registrada no Texas nos últimos dois dias. O Estado é o principal produtor dos EUA, o maior exportador mundial da commodity. Após o fechamento do mercado, contudo, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostrou que 43% da área plantada do país estava em boas ou excelentes condições no dia 29, quatro pontos acima de uma semana antes. O indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,48% ontem, para R$ 3,3519 a libra-peso.

Soja: Demanda firme: Os sinais de demanda externa firme pela soja americana mesmo diante da guerra comercial dos EUA com a China, maior importador mundial do grão, deram fôlego à oleaginosa ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 8,8075 o bushel, alta de 5,5 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o país embarcou 740,32 mil toneladas de soja na semana encerrada em 26 de julho, avanço de 1,67% ante a semana anterior. Segundo analistas, o país tem atraído demanda de outros compradores depois que os preços praticados no Brasil registraram forte alta devido à demanda chinesa. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 87,83 a saca de 60 quilos, queda de 0,27%.

Trigo: Maior valor desde 2015: Após sucessivas correções na semana passada, os contratos futuros do trigo voltaram ao maior nível desde 2015 na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 5,665 o bushel, alta de 16,5 centavos. Na bolsa de Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês fechou com valorização de 15,25 centavos, a US$ 5,7475 o bushel. O mercado acredita que a menor produção decorrente do tempo seco na Europa, Austrália, Canadá e na região do Mar Negro ajudará a impulsionar as exportações americanas nesta temporada. Segundo Arlan Suderman, da FCStone, a maior demanda deve começar a ser observada a partir de novembro. No mercado interno, o preço médio no Paraná ficou em R$ 993,92 a tonelada, queda de 3,66%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 31/07/2018)