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Commodities Agrícolas

Café: Por Comercialização fraca: Com desvalorização acumulada de mais de 12% desde o início do ano, os contratos futuros do café ampliaram perdas em julho na bolsa de Nova York. Ontem, último pregão do mês, os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,131 a libra-peso, recuo de 150 pontos e baixa de 200 em julho. O mercado vem sendo pressionado pelas previsões de produção recorde no Brasil na safra 2018/19 e pela desaceleração da comercialização após a queda das cotações. Em nota, o Commerzbank avalia que um aumento acentuado das cotações é improvável diante dos prognósticos para a produção mundial. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica negociado em São Paulo ficou em R$ 430,02 a saca de 60 quilos, queda de 0,58%.

Cacau: Novas perdas: Em queda desde a divulgação dos dados de moagem trimestral da Europa, os contratos futuros do cacau encerraram julho com queda de 11,6% (US$ 292) na bolsa de Nova York. Só ontem, os papéis com vencimento em dezembro apresentaram recuo de US$ 55, cotados a US$ 2.220 a tonelada. Embora a Europa tenha processado o maior volume de cacau já registrado num segundo trimestre desde 1999, o resultado positivo refletiu a moagem da amêndoa adquirida no fim do ano passado, quando as cotações da amêndoa atingiram baixas históricas. Na América do Norte, houve queda de 3,11% na moagem no mesmo período. Na Bahia, o preço médio em Ilhéus e Itabuna ficou estável ontem em R$ 127,40 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Guerra comercial: Os desdobramentos da guerra comercial entre EUA e China continuam direcionando as cotações da soja na bolsa de Chicago. Ontem, os contratos da oleaginosa com vencimento em setembro fecharam a US$ 9,0875 o bushel, alta de 28 centavos. De acordo com a Bloomberg, representantes do secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, e do vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, estão tendo conversas privadas enquanto buscam formas de retomar as negociações entre as duas maiores economias do mundo. A notícia de aproximação entre os dois países sugere um possível fim da guerra comercial, dando fôlego às cotações da oleaginosa. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 89,53 a saca de 60 quilos, alta de 1,94%.

Milho: Tempo seco: As previsões climáticas para o início de agosto no Meio-Oeste dos EUA deram fôlego às cotações do milho no pregão de ontem em Chicago, o último do mês de julho. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a US$ 3,865 por bushel, alta de 5,25 centavos. As previsões indicam condições mais secas e quentes durante os próximos 10 dias, gerando estresse para cerca de um quarto do milho e da soja do Meio-Oeste dos EUA, segundo a consultoria Commodity Weather Group. Com as lavouras em fase de polinização nos EUA, há receio de que a mudança climática prejudique o rendimento da safra 2018/19, reduzindo as previsões de produção no país neste ano. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 39,34 a saca de 60 quilos, com alta de 1,5%. (Valor Econômico 01/08/2018)