Macroeconomia e mercado

Notícias

Commodities Agrícolas

Açúcar: Pressão especulativa: A atuação dos fundos continua pressionando as cotações do açúcar na bolsa de Nova York. Os contratos da commodity com vencimento em março fecharam a 11,78 centavos de dólar a libra-peso, avanço marginal de 1 ponto. Segundo analistas, o açúcar tem tentado se recuperar diante das previsões negativas de produção no Brasil. Contudo, os operadores comerciais têm fixado preços a cada valorização do mercado, impedindo a alta das cotações. A FCStone estima que apenas 44,5% do açúcar brasileiro tenha sido fixado para entrega em outubro ante 75% no ano retrasado, quando o mercado estava em alta. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal negociado na capital paulista fechou a R$ 50,54 a saca de 50 quilos ontem, com queda de 1,96%.

Algodão: Chuva nos EUA: As previsões climáticas para o sudeste dos EUA ajudaram a pressionar as cotações do algodão na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 87,90 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 50 pontos. As perspectivas são de chuva forte e consistente a partir de quinta-feira, perdurando pelos cinco dias seguintes. A umidade e as temperaturas mais amenas devem evitar novas quedas na qualidade das lavouras dos EUA, maior exportador mundial de algodão. Segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA), 40% da área plantada estava em boas ou excelentes condições até o domingo ante aos 57% no ano passado. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,25%, para R$ 3,3005 a libra-peso.

Soja: Safra americana: A piora nas condições de desenvolvimento da safra 2018/19 de soja nos EUA deu fôlego às cotações da oleaginosa na bolsa de Chicago ontem. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 8,9525 o bushel, alta de 12,5 centavos. Após o fechamento de segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) apontou que 67% da área plantada no país estava em boas ou excelentes condições até o último domingo, dia 5, queda de três pontos percentuais ante o observado uma semana antes e bem abaixo do esperado pelo mercado. Há um ano, contudo, esse percentual era de 60%. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a oleaginosa negociada no porto de Paranaguá ficou em R$ 87,72 a saca de 60 quilos ontem, alta de 0,57%.

Trigo: Ajuste técnico: Após renovar sua cotação máxima em três anos na bolsa de Chicago na segunda-feira, o trigo registrou queda ontem. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 5,90 o bushel, recuo de 7,25 centavos. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês encerrou a US$ 6,0725 o bushel, queda de 6,75 centavos. O mercado tem sido impulsionado pelos cortes nas previsões de produção em 2018/19 em decorrência das altas temperaturas e da seca na Europa e região do Mar Negro. Segundo a média das estimativas de mercado, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) deve reduzir em 2% a previsão para estoques finais da atual safra, para 255,6 milhões de toneladas. No Paraná, o preço médio ficou em R$ R$ 1.002,57 a tonelada, alta de 2,32%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 08/08/2018)