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BASF investe em novos negócios com foco na relação de longo prazo com o agricultor

A aquisição é um complemento ao portfólio da empresa.

A BASF está ainda mais completa para atender as necessidades da agricultura e contribuir com o legado do agricultor. A aquisição de ativos da Bayer, com investimento de € 7,6 bilhões, posiciona a BASF como a quarta maior empresa global do setor. O negócio evidencia a estratégia de crescimento de longo prazo.

A BASF acrescenta ao portfólio o negócio global de glufosinato de amônio; os negócios de semente e traits de soja, algodão e canola; a plataforma de Pesquisa e Desenvolvimento para trigo híbrido e juncea canola; alguns produtos de tratamento de sementes; toda a plataforma agrícola digital xarvio™; e alguns projetos de pesquisa de herbicidas não seletivos e de nematicidas.

Marcas já conhecidas do agricultor passam a ser comercializadas pela BASF, como o herbicida Liberty®, a soja Credenz® e o algodão FiberMax®. Com a aquisição, mais de 4500 colaboradores experientes passam a integrar a equipe da BASF em mais de 50 países.

De acordo com a empresa, a compra dos ativos é um complemento estratégico ao bem-sucedido negócio de Proteção de Cultivos e às atividades de biotecnologia já totalmente consolidados. Na América Latina, a aquisição acrescenta € 230 milhões em vendas anuais para a Divisão de Soluções para a Agricultura, cerca de 20% do faturamento atual da região.

“A demanda do mercado por novas tecnologias, integrando químicos, biológicos e ferramentas digitais continuará alta. A aquisição fortalece ainda mais a BASF na Agricultura”, afirma Eduardo Leduc, vice-presidente sênior da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF na América Latina.

Com a aquisição dos novos negócios, o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento de Soluções para Agricultura passa de € 507 milhões para mais de € 900 milhões por ano. Este é o segmento da empresa que mais investe em P&D.

BASF no Brasil

No Brasil, são mais de 370 novos colaboradores. A aquisição também reforça a área de Pesquisa e Desenvolvimento da BASF, que é líder em inovação em diversos segmentos. A empresa incorpora 12 novas unidades de P&D localizadas nos estados de Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Bahia e Tocantins. O país é um dos principais mercados de agricultura para a BASF, sendo o principal da América Latina.

A BASF entra no mercado brasileiro de sementes de soja e de algodão com grande expectativa de crescimento e desenvolvimento de novos germoplasmas e traits. A empresa acredita no potencial do portfólio para oferecer soluções mais completas para sojicultores e cotonicultores.

“A entrada no negócio de sementes permite que a nossa oferta seja mais completa e integrada, pensando na gestão do sistema produtivo, o que vai aproximar ainda mais a BASF dos agricultores”, explica Leduc.

A BASF ingressa em uma nova fase, com um portfólio ainda mais completo para o agricultor. Além de proteção de cultivos, a empresa passa a ser parceira do produtor rural em todas as fases do cultivo. Contribuindo de maneira mais significativa para o sucesso da produção agrícola. “Há algo ainda mais desafiador do que ter sucesso. É sustentá-lo ao longo do tempo. A BASF acredita que só produtividade não basta. É preciso produtividade com longevidade”, conclui Eduardo Leduc. (Basf 09/08/2018)

 

Produtividade agrícola manterá o crescimento

Estudo estima que a produção brasileira de grãos deverá evoluir de 232,6 milhões de toneladas na safra em curso para 301,8 milhões de toneladas em 10 anos.

Os técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) preveem não só uma expansão rápida do agronegócio nos próximos 10 anos, com aumento da área plantada da ordem de 15% e crescimento da produção de grãos de cerca de 30%. Mas, em especial, projetam uma notável elevação da produtividade, o que permitirá, simultaneamente, que o setor atenda à demanda interna e seja fortalecida a posição do País entre os maiores fornecedores do mercado internacional.

O estudo Projeções do Agronegócio, 2017/18 a 2027/28, com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Embrapa, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Food and Agricultural Policy Research Institute (Fapri ) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, estima que a produção brasileira de grãos deverá evoluir de 232,6 milhões de toneladas na safra em curso para 301,8 milhões de toneladas em 10 anos.

A expansão prevista da área, da ordem de 10 milhões de hectares, deverá ocorrer na maioria das lavouras, incluindo algodão, banana, batata-inglesa, cacau, café, cana-de-açúcar, fumo, laranja, maçã, mamão, mandioca, manga, melão, milho, soja grão, trigo e uva.

Entre as cinco principais culturas de grãos, a alta será liderada pela soja e pelo milho, que permitirão produzir, respectivamente, 156 milhões e 113 milhões de toneladas. O trigo também deverá ver expandida sua área, mas haverá recuo nas áreas de plantio de arroz e de feijão, mas não da produtividade dessas lavouras.

A produção de carnes bovina, suína e de frango deve passar de 27 milhões para 34 milhões de toneladas, com alta de 27% ou 7 milhões de toneladas no período analisado.

O agronegócio é o maior diferencial da economia brasileira no mundo, ao assegurar oferta ampla de alimentos a preços módicos, exportações vultosas, emprego e renda crescentes no campo e expansão das fronteiras agrícolas. Não só o Centro-Oeste, mas Norte e Nordeste deverão ser beneficiados nos próximos 10 anos.

O agronegócio contribuirá, assim, para o desenvolvimento de áreas mais carentes. Sua contribuição será ainda maior se o País conseguir destravar os investimentos em infraestrutura, reduzindo custos de logística do setor. (O estado de São Paulo 10/08/2018)

 

Apesar da quebra de safra, estoque de milho será de 10 milhões de toneladas

Produção, que atingiu 98 milhões de toneladas em 2017, recua para 82 milhões neste ano.

A segunda safra de milho avança, e o ano se mostra um período de intensa queda na área e na produção do cereal.

Os dados desta quinta-feira (9) da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) confirmam que, pela primeira vez em nove anos, haverá queda de área na segunda safra, que ocorre no período de inverno.

O órgão já havia detectado a menor área da história na primeira safra, a de verão. A Conab tem estatísticas de produção e de área de grãos desde a década de 1970.

A conjugação de área menor, de redução do uso de tecnologia na produção e de problemas climáticos vai levar o país a obter uma safra de apenas 82 milhões de toneladas, distante dos 98 milhões do período anterior.

Essa queda é compensada pela sobra de milho em 2017. Segundo a Conab, o país entrou nesta safra 18/19 com 17 milhões de toneladas de estoques. Os dados se referem ao fim de janeiro.

Mesmo com a quebra de produção, o Brasil poderá manter as exportações deste ano próximas de 30 milhões de toneladas e ainda chegar ao final de janeiro de 2019 com sobra de 10 milhões.

Nos sete primeiros meses, as exportações somaram 6,4 milhões de toneladas. A partir de agora, as vendas externas de milho se intensificam, enquanto as de soja se retraem.

A Secex (Secretaria de Comércio Exterior) aponta o Irã como o principal parceiro do Brasil, com compras de 3,1 milhões de toneladas de janeiro a julho.

A Conab divulgou também nesta quinta-feira que a safra total de grãos deste ano deverá ficar em 229 milhões de toneladas. Esse volume é puxado pela soja, que atinge o recorde de 119 milhões.

Outro destaque é o algodão, cuja produção cresce 29% e vai a 2 milhões de toneladas de pluma. Alguns produtores acreditam em um volume ainda maior.

Mais aquecido

Os Estados Unidos, líderes mundiais em exportações de milho, venderam 46 milhões de toneladas neste ano fiscal (outubro a junho), um volume 4% superior ao de igual período anterior.

Vizinhos

O México é o principal comprador dos americanos. Neste ano fiscal, já são 11 milhões de toneladas adquiridas. A seguir vem o Japão, com 9,4 milhões.

Alcooleiro

As usinas do centro-sul destinaram 64% da cana colhida para a produção de etanol nesta safra. Com isso, o volume produzido desde o início de abril já soma 11,1 bilhões de litros, 68% mais do que em igual período anterior.

Boa procura

Os dados são da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), que aponta ainda as usinas do centro-sul com vendas de 1,5 bilhão de litros de etanol na primeira quinzena de julho. (Folha de São Paulo 10/08/2018)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Movimento técnico: Com a divulgação de dados de moagem de cana no Centro-Sul do Brasil dentro das expectativas do mercado, os contratos futuros do açúcar tiveram ligeira alta na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em março fecharam a 11,79 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 10 pontos. Conforme Maurício Murici, da Safras & Mercado, as cotações do açúcar têm oscilado mais por questões técnicas do que pelos fundamentos de oferta e demanda. Ontem, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) informou que o Centro-Sul processou 47,347 milhões de toneladas de cana, queda de 7% ante o ano passado, e produziu 2,6 milhões de toneladas de açúcar, queda de 23,65%. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 50,77 a saca, alta de 1,34%.

Cacau: Contra os fundamentos: Contrariando os fundamentos de alta do mercado, os contratos futuros do cacau ampliaram perdas na bolsa de Nova York na sessão de ontem. Os papéis da amêndoa com vencimento em dezembro fecharam a US$ 2.129 por tonelada, queda de US$ 21. "Os preços estão muito baixos, o que não faz sentido quando olhamos a relação entre oferta e demanda", ressalta Fábio Rezende, analista da FCStone. Ele observou que a safra 2017/18 encerrou com um balanço equilibrado entre consumo e produção e que as perspectivas para o próxima ciclo, que se inicia em outubro, são de déficit na oferta mundial. No mercado brasileiro, o preço médio ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, ficou estável em R$ 119 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Na margem: Os contratos futuros do algodão registraram oscilação marginal no fechamento de ontem na bolsa de Nova York, ainda sustentados pela maior demanda na safra 2018/19. Os contratos futuros com entrega para dezembro fecharam o pregão a 87,26 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 8 pontos. O Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC, na sigla em inglês) prevê uma queda de 1,6 milhão de toneladas nos estoques globais ao fim da safra 2018/19, refletindo um consumo mundial recorde. Contudo, as tensões comerciais entre Estados Unidos e China ainda amenizam a alta das cotações. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,31%, para R$ 3,2836 a libra-peso.

Soja: De olho no USDA: As expectativas com o relatório de oferta e demanda mundial do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a ser divulgado nesta sexta-feira, pressionaram as cotações da soja na bolsa de Chicago. Ontem, os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 8,93 o bushel, queda de 6,75 centavos. A média das previsões de mercado são de que o USDA elevará as previsões para a safra americana, de 117,29 milhões de toneladas para 120,5 milhões de toneladas. Se confirmado, o volume será 0,8% superior as 119,5 milhões de toneladas da safra passada. As revisões decorrem da expectativa de maior produtividade das lavouras. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá, no Estado do Paraná, ficou em R$ 88,62 a saca, queda de 0,15%. (Valor Econômico 10/08/2018)