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Commodities Agrícolas

Café: Pressão cambial: A forte alta do dólar ante o real em decorrência da crise financeira na Turquia pressionou o café na bolsa de Nova York ontem. Os contratos de arábica com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,093 a libra-peso, recuo de 75 pontos. Na sexta-feira, o real registrou sua maior desvalorização diária em um mês e, ontem, ampliou perdas, com o dólar testando a marca dos R$ 3,90. A moeda americana mais forte eleva as margens dos exportadores brasileiros, contribuindo para uma maior oferta do país no mercado internacional. As previsões do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) de superávit na oferta mundial de café em 2018/19 também pressionaram o mercado. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo ficou em R$ 427,63 a saca ontem, com alta de 0,3%.

Cacau: Menor oferta: Os sinais de menor oferta de cacau na Costa do Marfim na última semana deram força às cotações da amêndoa após sucessivas desvalorizações na semana passada. Ontem, os papéis da commodity com vencimento em dezembro fecharam a US$ 2.148 a tonelada, alta de US$ 30. Segundo a Zaner Group, os portos do país receberam apenas 5 mil toneladas de cacau entre os dias 6 e 12 de agosto ante 11 mil na semana imediatamente anterior. Segundo a consultoria, o menor volume das entregas reflete a queda na qualidade da amêndoa. No acumulado de 2017/18, o volume entregue apresenta retração de 7,13%. Na Bahia, o preço médio ao produtor de Ilhéus e Itabuna avançou 1,85%, para R$ 126,70 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Compras de barganha: Após registrarem sua maior queda diária em quase três anos, os contratos futuros da soja subiram na bolsa de Chicago ontem. Os papéis da oleaginosa com vencimento em setembro fecharam a US$ 8,5725 o bushel, alta de 6,5 centavos. Na sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estimou que safra americana pode atingir o recorde de 124,8 milhões de toneladas, o que pressionou as cotações. Segundo analistas, contudo, os baixos preços atraíram compras de oportunidade. Ontem, o USDA informou que os exportadores do país venderam 142,5 mil toneladas da oleaginosa para o México. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos de soja em Paranaguá recuou 0,24%, para R$ 88,94.

Milho: Ainda o USDA: Os contratos futuros do milho ampliaram, ontem, a queda observada na sexta-feira na bolsa de Chicago, quando as projeções de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) pressionaram o mercado. Os papéis para dezembro fecharam a US$ 3,705 o bushel, baixa de 1,25 centavo. Segundo o USDA, a safra 2018/19 nos EUA deve ter um rendimento médio recorde de 12 toneladas por hectare. Com isso, a produção do país foi estimada em 370,5 milhões de toneladas ante 366,2 milhões previstas pelo mercado. Ainda conforme o USDA, 70% das lavouras do país estavam em boas ou excelentes condições no dia 12 ante 62% em 2017. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho recuou 1,02%, a R$ 41,71 por saca. (Valor Econômico 14/08/2018)