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Commodities Agrícolas

Café: Pressão cambial: Além das previsões de uma safra recorde no Brasil e no Vietnã, países que respondem por mais da metade da produção mundial de café, os contratos futuros do arábica foram pressionados ontem na bolsa de Nova York pela forte aversão a riscos provocada pelo agravamento da crise financeira na Turquia. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,06 a libra-peso, queda de 250 pontos. Com o dólar em forte alta em relação a várias moedas, as margens dos exportadores em diferentes origens, incluindo o Brasil, também aumentam, contribuindo para uma maior oferta da commodity no mercado. No front interno, o café arábica com vencimento em setembro negociado na BM&FBovespa ficou em US$ 122,9 a saca de 60,5 quilos ontem, queda de 2,46%.

Cacau: Demanda em xeque: Os efeitos da crise turca sobre o euro afetaram o mercado futuro de cacau na bolsa de Nova York ontem. Os papéis da amêndoa com vencimento em dezembro fecharam a US$ 2.140 a tonelada, recuo de US$ 10. Em nota, a consultoria Zaner Group destacou que a moeda europeia chegou a bater o menor valor desde maio do ano passado, o que reduz as expectativas de consumo na Europa. O continente responde por cerca de um terço do processamento mundial e, no segundo trimestre deste ano, moeu 356.109 toneladas, maior volume já registrado para esse período do ano. No mercado interno, o preço médio em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, registrou ontem queda de 1,02%, para R$ 125,40 a arroba, segundo dados da Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: De volta a abril: Ainda com alta acumulada de 2,25% no ano (178 pontos), os contratos futuros do algodão registraram ontem sua menor cotação desde abril na bolsa de Nova York. A commodity foi contaminada pela aversão a riscos que tomou conta do mercado após a piora da crise financeira da Turquia. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a 80,74 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 230 pontos. Segundo Eder Silveira, da FCStone, a desvalorização cambial em países que vinham elevando as importações, como Vietnã, Paquistão e Bangladesh, compromete as perspectivas para a demanda mundial pela pluma. No mercado interno, o preço médio ao produtor baiano ficou em R$ 102,82 a arroba, segundo a associação de agricultores da Bahia, a Aiba.

Soja: Chuva nos EUA: As previsões climáticas para as próximas duas semanas no Meio-Oeste dos EUA pressionaram as cotações da soja na bolsa de Chicago ontem. Os contratos da oleaginosa com vencimento em novembro fecharam a US$ 8,69 o bushel, recuo de 10,75 centavos. Após o tempo quente e seco do início de agosto, as previsões para a próxima quinzena são de chuva e temperaturas dentro da média, o que deve contribuir para o desenvolvimento da safra 2018/19 nos EUA. Em nota, a AgResources destacou que, apesar de problemas climáticos pontuais observados no início deste mês, a safra americana se desenvolve bem. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá fechou a R$ 89,39 a saca de 60 quilos na terça-feira. (Valor Econômico 16/08/2018)