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Commodities Agrícolas

Açúcar: Alta marginal: Mesmo com a melhora do humor do mercado internacional diante dos sinais de reaproximação entre EUA e China, os contratos futuros do açúcar não tiveram forças para registrar alta significativa em Nova York ontem. Os papéis do demerara com vencimento em março fecharam a 11,14 centavos de dólar a libra-peso, avanço marginal de 1 ponto. O açúcar ainda esbarra em fundamentos baixistas para os preços este ano. As previsões para a oferta mundial em 2017/18 e em 2018/19 são de superávits de mais de 10 milhões de toneladas diante de uma produção recorde na Ásia, o que limita a recuperação das cotações em Nova York. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo fechou a R$ 49,84 a saca de 50 quilos ontem, queda de 0,82%.

Café: Recuo em NY: Os fundamentos para a safra mundial 2018/19 de café ainda pesam sobre as cotações do arábica na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos do grão com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,0535 a libra-peso, recuo de 65 pontos. "A principal razão para o baixo nível de preços é a expectativa de outro superávit elevado para a oferta de 2018/19, cujas estimativa vão de 5 milhões a 8 milhões de sacas", diz o Commerzbank em relatório divulgado esta semana. Segundo o banco, o excedente é puxado pelas perspectivas de safra recorde no Brasil, maior produtor mundial. A estimativa da Conab é de uma produção de 58 milhões de sacas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo ficou em R$ 416,55 a saca de 60 quilos, queda de 1,85%.

Algodão: Relações China-EUA: A possibilidade de uma trégua na disputa comercial entre EUA e China deu força às cotações do algodão na bolsa de Nova York ontem, um dia após a commodity ter atingido seu menor valor em mais de quatro meses. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a 81,80 centavos e dólar a libra-peso, alta de 106 pontos. Segundo o Ministério do Comércio da China, o vice-ministro do Comércio do país, Wang Shouwen, recebeu um convite para visitar os EUA no fim deste mês para negociar questões comerciais bilaterais. Os dois países são, respectivamente, maior exportador e terceiro maior importador mundial da commodity. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,18%, para R$ 3,2402 a libra-peso.

Trigo: Risco climático: Além da melhora dos mercados globais diante da possível reaproximação entre EUA e China, o trigo apresentou alta nas bolsas americanas ontem diante das apreensões com o clima durante a safra 2018/19. Em Chicago, os papéis do grão com vencimento em dezembro fecharam a US$ 5,62 o bushel, alta de 10,25 centavos. Em Kansas, o cereal de mesmo vencimento fechou a US$ 5,75 o bushel, avanço de 12,25 centavos. Segundo analistas, a combinação do frio brutal do inverno passado e as secas deste verão prejudicaram a safra mundial, com previsão de queda de 5,17% nos estoques globais ao fim desta temporada, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No Paraná, o preço médio do trigo ficou em R$ 993,62 a tonelada ontem, alta de 1,76%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 17/08/2018)