Macroeconomia e mercado

Notícias

Commodities Agrícolas

Açúcar: Na corda bamba: Depois de testarem novas mínimas na bolsa de Nova York, os contratos futuros do açúcar demerara encerraram o pregão com alta marginal ontem. Os papéis com vencimento em março fecharam a 11,07 centavos de dólar a libra-peso, alta de 2 pontos. Enquanto a alta do dólar e as previsões de superávit na oferta mundial pressionam o mercado, as cotações mais baixas estimulam a fixação de preços por parte de empresas processadoras. "Mas essa força compradora é limitada no curto prazo, predominando a tendência de queda no longo prazo", diz Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado, ao apontar uma linha de suporte de 9,85 centavos de dólar. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 51 a saca de 50 quilos, alta de 1,65%.

Cacau: Terceira alta seguida: Os contratos futuros do cacau completaram, ontem, três sessões consecutivas de alta na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 2.313 a tonelada, avanço de US$ 54. Após a liquidação de posições compradas dos fundos, as expectativas de queda na oferta da Costa do Marfim, maior produtor mundial, dão força às cotações. As previsões, segundo a Zaner Group, são de queda de mais de 50% no número de empresas locais habilitadas a exportar cacau na próxima safra, que começa em outubro, devido às dívidas contraídas em 2017. No mercado interno, o preço médio ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, apresentou alta de 6,18% ontem, para R$ 137,40 a arroba, segundo dados da Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Acima da média: Os sinais de que as previsões do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) de um rendimento acima da média para as lavouras da soja 2018/19 nos EUA devem se confirmar pressionam as cotações da oleaginosa na bolsa de Chicago esta semana. Ontem, os contratos com vencimento em novembro fecharam a US$ 8,7025 o bushel, queda de 15,75 centavos. A prévia dos resultados da expedição privada Pro Farmer tem confirmado as boas condições de desenvolvimento das lavouras americanas, com índices de produtividade próximos do apontado pelo USDA no início deste mês, de 3,47 toneladas por hectare. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja no porto de Paranaguá ficou em R$ 91,95 a saca de 60 quilos ontem, alta de 2,5%.

Trigo: Liquidação de posições: Após baterem o maior valor em três anos, os contratos futuros do trigo têm apresentado forte queda esta semana nas bolsas americanas. Em Chicago, os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 5,4525 o bushel ontem, queda de 2,5 centavos. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 5,5725 o bushel, com retração de 5 centavos. Segundo a Zaner Group, o mercado tem passado por uma liquidação de posições compradas dos fundos. Em seu último levantamento, a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities apontou um saldo líquido comprado de 66.948 contratos para o trigo brando no dia 14, avanço semanal de 3,66%. No Paraná, o preço médio do cereal ficou em R$ 975 a tonelada ontem, alta de 0,55%, segundo acompanhamento do Cepea. (Valor Econômico 23/08/2018)