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Commodities Agrícolas

Café: Pressão especulativa: A atuação dos fundos na bolsa de Nova York voltou a pressionar as cotações do café arábica ontem. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,0305 a libra-peso, recuo de 270 pontos. Países produtores consideram que as quedas recentes em NY não se baseiam em fundamentos e são resultado de especulação de "atores alheios à cadeia", como disseram, em comunicado, na segundafeira, entidades do Brasil e da Colômbia. Segundo dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities, os fundos mantinham um saldo líquido vendido recorde de 104.336 papéis no dia 21, alta de 6,76% sobre o observado uma semana antes. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica em São Paulo ficou em R$ 424,23 a saca ontem, leve queda de 0,6%.

Cacau: Chuva na África: O retorno das chuvas para o oeste da África após a região passar mais de um mês sem registrar precipitações contribui para pressionar as cotações do cacau na bolsa de Nova York esta semana. Ontem, os papéis da amêndoa com vencimento em dezembro fecharam a US$ 2.320 a tonelada, recuo de US$ 26. As previsões para os próximos cinco dias são de continuidade do tempo úmido, o que melhora as perspectivas para a colheita da safra 2018/19. A temporada começa em outubro e vinha sendo prejudicada pela estiagem, com previsões iniciais de déficit de 100 mil toneladas na oferta mundial. No mercado interno, o preço médio da amêndoa em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, ficou em R$ 136,40 a arroba, queda de 5,74%, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Safra recorde e febre: A combinação entre as previsões de safra recorde de soja nos EUA em 2018/19 e o aumento dos casos de febre suína africana na China pressionam as cotações da soja em Chicago. Ontem, os contratos da oleaginosa com vencimento em novembro fecharam a US$ 8,3325 o bushel, baixa de 15 centavos. Embora a guerra comercial entre EUA e China afete as transações entre os dois países, o mercado avalia que os chineses não conseguirão adquirir toda a soja que demandam de outros países. Os surtos da doença, contudo, comprometem ainda mais as expectativas de importação da China, maior consumidor mundial da oleaginosa. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 90,47 a saca de 60 quilos, alta de 0,2%.

Trigo: Após sete quedas: Os contratos futuros do trigo registraram sua primeira alta após sete pregões consecutivos de queda ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 5,2325 o bushel, avanço de 0,75 centavo. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 5,2775 o bushel, recuo de 2,25 centavos. Na segunda-feira, a commodity bateu o menor valor desde o último dia 19 de julho, rompendo a média móvel de 200 dias. A recente desvalorização contribuiu para estimular a demanda de países importadores. O Egito, por exemplo, adquiriu 350 mil toneladas do cereal em leilão internacional. No mercado interno, o preço médio do trigo no Paraná ficou em R$ 982,54 a tonelada ontem, queda de 0,3%, segundo levantamento do Cepea. (Valor Econômico 29/08/2018)