Macroeconomia e mercado

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Commodities Agrícolas

Açúcar: Alta marginal: Os contratos futuros do açúcar demerara registraram alta marginal na bolsa de Nova York ontem, acumulando valorização de sete pontos desde o início desta semana. Os papéis com vencimento em março fecharam a 11,12 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 1 ponto. Segundo Kona Haque, da ED&F Man, a ligeira recuperação dos preços ocorreu após a divulgação do relatório quinzenal de moagem da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) no Brasil. A entidade apontou queda de 26,1% no processamento de cana do Centro-Sul brasileiro na primeira metade de agosto, com recuo de 45,9% na produção de açúcar. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo fechou a R$ 54,65 a saca de 50 quilos, alta de 1,62%.

Cacau: Fundamentos de alta: Após duas sessões de queda, os contratos futuros do cacau retomaram os fundamentos de oferta e demanda para a safra 2018/19 e registraram alta na bolsa de Nova York ontem. Os papéis da amêndoa com vencimento em dezembro fecharam a US$ 2.349 a tonelada, avanço de US$ 29. Segundo Fabio Rezende, da FCStone, a queda nos investimentos em insumos no oeste da África após o recente recuo das cotações no mercado internacional e as perspectivas de El Niño para o fim deste ano ainda preocupam o mercado. O fenômeno climático tende a agravar o período de seca na região. No mercado interno, o preço médio aos produtores em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, registrou alta de 7%, alcançando R$ 146 por arroba, segundo dados da Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Fim da euforia: Passada a euforia com o acordo comercial entre EUA e México, os contratos futuros do algodão voltaram a registrar queda na bolsa de Nova York ontem. Os papéis da pluma com vencimento em dezembro fecharam a 82,76 centavos de dólar a libra-peso, baixa de 82 pontos. "Parte da euforia com o anúncio do acordo [entre EUA e México] de segunda-feira diminuiu, uma vez que o mercado percebeu que há muitos detalhes a serem trabalhados", afirmou a Zaner Group em nota. A consultoria lembra que as tensões comerciais dos EUA com a China e a crise na Turquia ainda ameaçam o consumo da commodity. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,02% ontem, para R$ 3,1845 a libra-peso.

Trigo: Exportações russas: Os novos sinais de que a Rússia deve restringir suas exportações de trigo no atual ano-safra (2018/19) deram força às cotações do cereal nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a US$ 5,4175 o bushel, alta de 18,5 centavos. Em Kansas, o grão de mesmo vencimento avançou 21,50 centavos, para US$ 5,4925 o bushel. Segundo a agência Reuters, o ministro da agricultura russo deve voltar a se reunir com exportadores de trigo no dia 3 de setembro para discutir a situação do mercado. O rendimento das lavouras do país tem sido prejudicado pelo tempo quente e seco desta temporada. No mercado interno, o preço médio do cereal no Paraná ficou em R$ 973,61 a tonelada, queda de 0,91%, segundo levantamento do Cepea. (Valor Econômico 30/08/2018)