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Novas lideranças da Bayer no Brasil

Após a conclusão da aquisição global da Monsanto, tornando a Bayer a maior empresa do agronegócio mundial, a companhia comunica que, a partir de setembro de 2018, o espanhol naturalizado brasileiro Marc Reichardt é o novo presidente da Bayer no Brasil, e o paulista Gerhard Bohne o novo presidente da divisão agrícola no país.

Ambos possuem consolidada e experiente trajetória no Grupo Bayer na área da agricultura e nutrição.

Anteriormente, Reichardt era membro do Conselho Executivo da divisão Crop Science da Bayer, na Alemanha, responsável mundial pelas Operações Comerciais Agrícolas. No Brasil, atuou como diretor de Operações da divisão agro entre 2006 e 2013. Na Bayer há 33 anos, Marc é formado em Engenharia Agronômica pela Escuela Técnica Superior de Ingenieria Agraria, na Espanha. "É uma grande honra assumir a presidência do Grupo Bayer no Brasil nesse momento tão especial e relevante para a companhia. Com a aquisição da Monsanto, o Brasil tornou-se o segundo maior mercado e país para a empresa no mundo. Temos desafios interessantes pela frente, mas com nossa equipe de profissionais talentosos e dedicados, estou muito confiante e otimista que construiremos um futuro brilhante para a empresa, para nossos clientes e para o nosso país", explica o novo presidente da Bayer no Brasil, relembrando que a Bayer foi uma das primeiras empresas alemãs a se instalar no país. "A Bayer está há mais de 120 anos no Brasil e acredita fortemente no potencial do país, oferecendo um portfólio robusto, inovador e completo em proteção de cultivos, sementes e biotecnologia", completa Marc.

Já Bohne, com mais de 30 anos de atuação no grupo, ocupou diversas posições nas áreas de Regulatório, Pesquisa, Desenvolvimento, Marketing e Operações. Em 2015, tornou-se diretor Global de Marketing, dentro da estrutura de Operações Comerciais, na Alemanha. Retornou ao Brasil no início de 2017 como Chief Operation Officer (COO) da divisão Crop Science. O executivo é formado em Engenharia Agronômica pela Universidade Estadual de Botucatu (UNESP). "Em 2017, o investimento global da Bayer em Pesquisa e Desenvolvimento foi de € 4,5 bilhões. Eu acredito que os próximos anos serão um período muito promissor para a agricultura brasileira com novas tecnologias e lançamentos de soluções para o campo. Nosso foco permanecerá sendo nos clientes, na ética, na inovação e na sustentabilidade.", enfatiza Gerhard Bohne, presidente da divisão Crop Science da Bayer no Brasil. (Ascom Bayer 11/09/2018)

 

Commodities Agrícolas

Café: Pressão cambial: O dólar em alta ante o real em decorrência das incertezas com as eleições presidenciais do Brasil voltou a pressionar o café na bolsa de Nova York ontem. Os contratos de arábica com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,0045 a libra-peso, recuo de 80 pontos. Segundo o Commerzbank, a alta do dólar tem estimulado as vendas brasileiras. Embora o volume das exportações do país entre outubro de 2017 e julho de 2018 tenha recuado 4% em relação a igual período um ano antes, o país exportou 24% mais café em julho na comparação com igual mês de 2017. "Além da atual safra recorde, a fraqueza do real também teve um efeito de suporte", disse o banco. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica em São Paulo subiu 0,02%, para R$ 422,04 a saca de 60 quilos.

Suco de laranja: Correção: Após iniciarem a semana com alta de 180 pontos, os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) sucumbiram à aversão a riscos que voltou a dominar os mercados internacionais ontem. Os papéis com vencimento em janeiro fecharam a US$ 1,5740 a libra-peso, recuo de 125 pontos na bolsa de Nova York. Segundo Jack Scoville, da Price Futures Group, as condições de desenvolvimento dos pomares americanos seguem boas, mas o desenvolvimento de novos furacões no Atlântico e o deslocamento do furacão Florence em direção à costa leste dos EUA são fatores de alta. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a caixa de 40,8 quilos de laranja destinada à indústria caiu 0,13% em São Paulo, para R$ 22,67.

Algodão: Início da colheita: Os contratos futuros do algodão registraram queda na bolsa de Nova York ontem, quando o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgou sua primeira estimativa sobre o andamento da colheita da safra 2018/19 no país. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a 82,89 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 96 pontos. Segundo o USDA, 10% da área plantada dos EUA havia sido colhida até o último dia 9 de setembro, percentual superior aos 8% observados em igual momento do ano passado e acima da média histórica dos últimos cinco anos, de 5%. Os EUA são o maior exportador mundial de algodão. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,02%, para R$ 3,1811 a libra-peso.

Soja: De olho no USDA: As expectativas com o novo relatório de oferta e demanda mundial do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a ser divulgado hoje, pressionaram as cotações da soja na bolsa de Chicago ontem. Os contratos com vencimento em novembro fecharam a US$ 8,3175 o bushel, queda de 13,5 centavos. As expectativas são de aumento na projeção de produção e de estoques de soja dos EUA diante das boas condições de desenvolvimento das lavouras americanas. Segundo o USDA, 68% da área plantada do país estava em boas ou excelentes condições até o dia 9 ante 60% registrados em igual momento do ano passado. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 95,46 a saca de 60 quilos, alta de 1,46%. (Valor Econômico 12/09/2018)