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Commodities Agrícolas

Suco de laranja: Chuvas no Brasil: Além do bom desenvolvimento dos pomares americanos, beneficiados por chuvas regulares no sul dos EUA, os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) são pressionados esta semana pela melhora das condições climáticas no Sudeste do Brasil, maior produtor mundial da commodity. Ontem, os papéis com vencimento em janeiro fecharam a US$ 1,473 a libra-peso, queda de 540 pontos. Segundo a WeatherBELL Analytics, as chuvas das últimas semanas têm contribuído para reduzir um déficit hídrico próximo de 254 milímetros nas principais áreas citricultoras do Brasil. No mercado interno, o preço médio da caixa de 40,8 quilos de laranja destinada à indústria ficou estável em R$ 22,43 em São Paulo, segundo levantamento do Cepea.
Algodão: Acirramento: O recrudescimento da guerra comercial entre EUA e China, respectivamente maior exportador e terceiro maior importador de algodão, ajudou a derrubar as cotações da pluma na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 78,52 centavos de dólar a libra-peso, queda de 279 pontos. Do lado dos fundamentos, a commodity foi pressionada pela melhora nas condições de desenvolvimento da safra americana. Segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA), 39% da área plantada estava em boas ou excelentes condições no dia 16 de setembro, avanço semanal de um ponto percentual. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias subiu 0,16%, para R$ 3,1876 a libra-peso.
Soja: Novas tarifas: A adoção de novas tarifas protecionistas pelos EUA contra a China, o que gerou retaliações por parte de Pequim, seguiu pressionando o mercado futuro da soja em Chicago. Os contratos da oleaginosa com vencimento em janeiro fecharam a US$ 8,28 o bushel, queda de 9,25 centavos. Do lado dos fundamentos, o rápido avanço de colheita americana em meio a previsões de safra recorde no país também contribuíram para manter o mercado no menor patamar em quase dez anos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os trabalhos em campo atingiram 6% da área plantada em uma semana ante uma média histórica de 3%. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 95,57 a saca de 60 quilos ontem, queda de 0,71%.
 
Milho: Efeito colateral: Diante da queda nas cotações da soja provocada pelo acirramento da guerra comercial entre EUA e China, os contratos futuros do milho também recuaram ontem na bolsa de Chicago. Os papéis do grão com vencimento em março fecharam a US$ 3,555 o bushel, recuo de 4,5 centavos de dólar. Embora o cereal não seja o principal produto comercializado entre os dois países, analistas destacam que a queda nos preços da soja tende a estimular o plantio do milho no próximo ano-safra. "Se os agricultores não ganharem dinheiro com a soja, eles plantarão mais milho no ano que vem, o que leva a uma abundância de milho", diz Dan Basse, da AgResource, em Chicago. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho caiu 1,1%, para R$ 40,42 a saca de 60 quilos. (Valor Econômico 19/09/2018)