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Commodities Agrícolas

Açúcar: Ainda a Índia: As previsões de superávit na oferta mundial de açúcar em duas safras consecutivas continuaram pressionando o mercado futuro na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em março fecharam a 11,62 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 2 pontos, interrompendo a recuperação observada na quarta-feira. "A expectativa de maiores entregas indianas para o mercado mundial ainda está pesando no sentimento [dos investidores]", afirma o Commerzbank em nota. O banco observa que há notícias de que o país imporá quota de exportação de 5 milhões de toneladas em 2018/19 ante 2 milhões em 2017/2018. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 62,67 a saca de 50 quilos, queda de 0,7%.
Café: Cobertura de posições: A cobertura de posições vendidas dos fundos deu forte impulso às cotações do café arábica na bolsa de Nova York ontem, devolvendo a commodity ao patamar de US$ 1 a libra-peso. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 1,031 a libra-peso, alta de 305 pontos. Segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), os gestores de recursos ("managed money") apresentavam um saldo líquido vendido recorde de 102.688 contratos no último dia 11, avanço semanal de 0,52%. O mercado segue atento aos fundamentos de safras recorde no Brasil e no Vietnã, maiores produtores mundiais. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão em São Paulo ficou em R$ 411,32 a saca de 60 quilos, com alta de 1,23%.
Cacau: Alta moderada: As previsões de queda na produção mundial de cacau voltaram a dar sustentação aos contratos futuros na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 2.226 a tonelada, avanço de US$ 9. Embora o valor da amêndoa tenha caído US$ 41 na quarta-feira em consequência das incertezas em relação à demanda de países consumidores - cujas moedas têm sido afetadas pela guerra comercial sino-americana -, as previsões de produção no oeste da África na safra 2018/19 continuam sendo revistas para baixo. Ontem a Associação do Cacau da Nigéria (CAN) apontou queda de 5% a 7% na produção do país. No Brasil, o preço médio em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, ficou estável em R$ 146,40 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores.
 

Soja: Recuperação: Os contratos futuros de soja mantiveram a recuperação observada na quarta-feira durante o pregão de ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em janeiro fecharam a US$ 8,64 o bushel, avanço de 20,25 centavos, distanciando-se do menor patamar em dez anos. A commodity vinha sendo pressionada pelas tensões comerciais entre EUA e China após mais uma rodada de aumento de tarifas entre os dois países. Contudo, segundo Bill Nelson, economistachefe da Doane Advisory Services, o dólar em queda pode ter contribuído para elevar o otimismo do mercado mesmo diante do conflito entre os dois países. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 96,17 a saca de 60 quilos ontem, alta de 0,15%. (Valor Econômico 21/09/2018)