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Commodities Agrícolas

Café: Correção cambial: A forte desvalorização do dólar ante o real, de mais de 2%, deu impulso às cotações do café na bolsa de Nova York ontem. Os contratos de arábica com vencimento em março fecharam a US$ 1,11 a libra-peso, alta de expressivos 540 pontos. O dólar mais fraco tende a desestimular a exportação do Brasil, o que, em tese, reduz a oferta no mercado internacional. Em setembro, quando a moeda americana atingiu níveis históricos ante o real, os exportadores embarcaram quase 3 milhões de sacas de café verde, alta de 37% na comparação com o mesmo mês de 2017, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior do Mdic. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica em São Paulo ficou em R$ 425 a saca de 60 quilos ontem, alta de 1,75%.

Cacau: Movimento técnico: A movimentação técnica de operadores não comerciais do mercado futuro de cacau deu força às cotações da commodity na bolsa de Nova York ontem. Os contratos da amêndoa com vencimento em março fecharam a US$ 2.097 a tonelada, avanço de US$ 85. "As oscilações do preço do cacau não tiveram absolutamente nada a ver com os fatores fundamentais. Foram pura especulação", avalia Thomas Hartmann, analista de mercado em Ilhéus, na Bahia. As previsões iniciais para a safra 2018/19, que começou este mês, são de um déficit na oferta mundial, de 50 mil toneladas. No mercado doméstico, o preço médio ao produtor de Ilhéus e Itabuna, na Bahia, ficou em R$ 142,40 a arroba ontem, queda de 0,7%, segundo dados divulgados pela Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Estoques maiores: A previsão de aumento dos estoques finais de algodão na safra 2018/19 contribuiu para pressionar as cotações da pluma na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 76,19 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 12 pontos. De acordo com o último relatório do Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC, na sigla em inglês), os estoques finais da safra global 2018/19 deverão somar 3,74 milhões de toneladas. O volume é inferior as 4,09 milhões de toneladas estimadas para o ciclo anterior, mas aumentou um pouco em relação à previsão anterior, que era de 3,7 milhões de toneladas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias recuou 0,45%, para R$ 3,1941 a libra-peso.

Milho: Chuva nos EUA: As previsões climáticas para o Meio-Oeste dos EUA nos próximos dias têm dado sustentação aos contratos futuros do milho na bolsa de Chicago esta semana. Ontem, os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 3,795 o bushel, avanço de 1,75 centavo. As previsões são de chuva e queda de temperaturas, com risco de alagamentos no fim desta semana e início da próxima. Tais condições podem levar a interrupções no trabalho de colheita da safra 2018/19 do cereal. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 26% da área plantada do país havia sido colhida no dia 30 de setembro ante 16% na mesma data de 2017. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 39,05 a saca, queda de 0,69%. (Valor Econômico 03/10/2018)