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Commodities Agrícolas

Açúcar: Correção em NY: Em alta já há oito pregões consecutivos, os contratos futuros do açúcar deram continuidade ontem à correção observada desde o fim de setembro na bolsa de Nova York, quando desceram ao menor valor em dez anos. Os papéis do demerara com vencimento em maio fecharam a 13,13 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 6 pontos e maior valor desde março deste ano. Segundo a Archer Consulting, diversos fatores contribuíram para a recuperação do mercado nos últimos dias. Entre eles, a consultoria destacou a queda na produção brasileira, a alta do petróleo e a queda do dólar ante o real após o resultado do primeiro turno das eleições no Brasil. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 63,27 a saca de 50 quilos, alta de 0,24%.

Soja: Produção recorde: As expectativas de aumento na previsão de safra dos EUA pelo Departamento de Agricultura do país (USDA) na próxima quinta-feira pressionaram as cotações da soja na bolsa de Chicago ontem. Os papéis da oleaginosa com vencimento em janeiro fecharam a US$ 8,7675 o bushel, queda de 6,25 centavos. O mercado espera que o USDA aponte uma produção recorde de 128,8 milhões de toneladas este ano nos EUA, ante as 127,72 milhões de toneladas projetadas em setembro. Com isso, a previsão de rendimento das lavouras americanas deverá ficar em 3,59 toneladas por hectare, ante 3,55 toneladas por hectare apontadas em setembro. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 90,83 a saca de 60 quilos, queda de 0,84%.

Milho: Rendimento recorde: As expectativas que cercam o próximo relatório de oferta e demanda mundial do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) pressionaram as cotações do milho na bolsa de Chicago ontem. Os números do mercado indicam que o USDA apontará a produção de 377,23 milhões de toneladas de milho no país ante 376,62 milhões de toneladas apontadas no mês passado. Com isso, a previsões de rendimento das lavouras americanas deverá ser elevada de 12,19 toneladas por hectare para 12,23 toneladas por hectare - um recorde. Já os estoques americanos são esperados em 49,07 milhões de toneladas, aumento de 8,9% ante o apontado no mês passado. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 37,56 a saca de 60 quilos ontem, queda de 1,47%.

Trigo: Oferta em queda: Os fundamentos que indicam queda na produção mundial de trigo voltaram a dar sustentação às cotações da commodity nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, o grão com vencimento em março fechou a US$ 5,3525 o bushel, avanço de 1,25 centavo. Em Kansas, o cereal com entrega no mesmo mês fechou a US$ 5,4325 o bushel, alta de 2,50 centavos. Na França, as previsões oficiais para a produção em 2018/19 são de 34,2 milhões de toneladas, ante 36,6 milhões no ciclo anterior. Na Austrália, o governo reduziu sua previsão de safra em 2,8 milhões de toneladas, para 19,1 milhões, ante 21,2 milhões no ano passado. No mercado interno, o preço médio do cereal praticado no Paraná ficou em R$ 841,36 a tonelada ontem, alta de 0,19%, segundo dados do Cepea. (Valor Econômico 10/10/2018)