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Açúcar: Pragas na Índia: A cotação do açúcar subiu ontem em Nova York impulsionada por rumores de pragas nos canaviais da Índia e por receios com a safra na Europa. Os contratos do açúcar demerara com vencimento em maio subiram 14 pontos, a 13,94 centavos de dólar a libra-peso. Segundo agências, circulam relatos sobre infestação de praga nas lavouras de cana da Índia, o que poderá afetar a nova safra do país. As cotações do açúcar também continuam reagindo a previsões de redução da produção de açúcar nesta safra na Europa. Para o Centro-Sul do Brasil, as previsões são de que a próxima safra de cana será reduzida e que o mix continuará mais alcooleiro. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 65,51 a saca de 50 quilos, alta de 2,25%.

Cacau: Produção premiada: A notícia de que Camarões dará bônus para produtores que produzirem os melhores grãos de cacau pressionou as cotações da amêndoa ontem em Nova York. Os papéis para março fecharam a US$ 2.169 a tonelada, queda de US$ 69. Segundo a Dow Jones Newswires, o governo de Camarões pagará bônus estimados em US$ 1,8 milhão para agricultores que comprovarem que comercializaram cacau de grau 1 ou grãos "bem fermentados". No início do ano, um fluxo de grãos produzidos em Camarões de baixa qualidade fez com que os compradores de cacau diminuíssem o prêmio pago pela amêndoa negociada em Londres sobre a negociada em Nova York. Em Ilhéus, na Bahia, a cotação do cacau caiu 1,51%, para R$ 130 a arroba, segundo a Secretaria de Agricultura do Estado.

Milho: Demanda menor: Pressionadas por dados de vendas externas de milho americano, as cotações do cereal encerraram o pregão de ontem em queda em Chicago. Os papéis com vencimento em março caíram 3,50 centavos de dólar, a US$ 3,83 o bushel. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os contratos de venda da semana encerrada em 11 de outubro ficaram em 382,5 mil toneladas, com destaque para o México, que comprou 162,5 mil toneladas. O volume marca a mínima do ano comercial e é 62% menor do que o registrado uma semana antes, além de ser 72% abaixo da média das últimas quatro semanas. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 35,64 a saca, baixa de 0,94%.

Trigo: De olho nas vendas: As cotações do trigo também foram pressionadas pelo baixo volume de contratos firmados de venda dos EUA para a safra 2018/19. Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostraram que exportadores americanos fecharam, na semana móvel encerrada dia 11, contratos para 476 mil toneladas de trigo, ante 491 mil toneladas da semana anterior. O dado indica um arrefecimento da demanda pelo cereal americano. Em Chicago, os lotes com vencimento em março ficaram em US$ 5,3350 o bushel, redução de 4,50 centavos. Em Kansas, os papéis com vencimento para o mesmo mês fecharam em US$ 5,39 o bushel, retração de 6,25 centavos. No Brasil, o preço médio no Paraná ficou em R$ 812,34 a tonelada, alta de 0,52% ante quarta-feira, segundo o Cepea. (Valor Econômico 19/10/2018)