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Commodities Agrícolas

Cacau: Clima africano: Os contratos do cacau retomaram a trajetória de alta nesta quinta-feira na bolsa de Nova York, sustentados por preocupações com a oferta da amêndoa no oeste da África, principal região produtora da commodity no mundo. Os contratos futuros da amêndoa com vencimento em março encerraram o dia a US$ 2.217 por tonelada, valorização de US$ 62. De acordo com o analista Jack Scoville, da corretora Price Futures, os investidores reagem às previsões de chuvas no oeste africano, o que pode prejudicar as lavouras. Dados da colheita da Nigéria indicam redução da produtividade em razão das chuvas. De acordo com o analista, o aumento da umidade pode facilitar a proliferação de doenças. Na Brasil, a arroba do cacau em Ilhéus caiu R$ 1, a R$ 131, conforme a Secretaria de Agricultura da Bahia.

Soja: Demanda fraca: Vendas semanais fracas de soja americana pela segunda semana consecutiva pressionaram as cotações do grão em Chicago. Os papéis com vencimento em janeiro recuaram 9 centavos de dólar, para US$ 8,5450 o bushel. Ontem, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que, na semana encerrada no dia 17, o país fechou contratos de exportação de 212,7 mil toneladas da safra 2018/19. O volume ficcou abaixo das expectativas do mercado, que variavam de 300 mil a 700 mil toneladas. E houve o cancelamento de contratos de 530,2 mil toneladas de soja para destinos não revelados e de 60 mil toneladas para a China. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 88,08 a saca de 60 quilos, baixa de 1,02%.

Milho: Expectativa frustrada: Apesar do ritmo forte de vendas no acumulado da safra 2018/19, os contratos de exportação de milho americano firmados na última semana ficaram abaixo do esperado pelo mercado. As vendas abaixo das expectativas pressionaram as cotações do cereal ontem em Chicago e os papéis com vencimento em março fecharam em US$ 3,7350 o bushel, baixa de 7 centavos de dólar. Segundo o USDA, foram fechados contratos para exportação de 349,5 mil toneladas, abaixo das estimativas que variavam de 400 mil a 800 mil toneladas. No acumulado da temporada, o volume de vendas está 32% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. No mercado interno, o indicador Esalq/ BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 34,95 a saca, alta de 0,49%.

Trigo: Longe da meta: Também influenciados pelas vendas externas dos Estados Unidos, os preços do trigo caíram na quinta-feira. Na bolsa de Chicago, os papéis para março ficaram em US$ 5,0775 o bushel, recuo de 12 centavos. Em Kansas, caíram 10 centavos, a US$ 5,13 por bushel. "Os preços caem baseados em dois fatores: melhora climática e exportações americanas abaixo do esperado", afirmou Roberto Sandoli, analista da INTL FCStone. Ontem, o USDA divulgou que os EUA fecharam, na última semana, contratos para exportação de 442,6 mil toneladas. Segundo Sandoli, será difícil os EUA atingirem a projeção do USDA para a atual safra (2018/19), de embarques de 27,9 milhões de toneladas. No Paraná, o preço médio ficou em R$ 818,59 a tonelada, leve alta de 0,04%, de acordo com o Cepea. (Valor Econômico 26/10/2018)