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Commodities Agrícolas

Açúcar: Realização de lucros: Os contratos futuros de açúcar demerara passaram por uma realização de lucros dos investidores durante o pregão de ontem em Nova York. Os papéis com vencimento em maio terminaram a sessão em queda de 32 pontos, a 13,62 centavos de dólar por libra-peso. O movimento também foi influenciado pela valorização do dólar sobre a moeda brasileira. A apreciação da moeda americana estimulas as exportações de açúcar do Brasil, maior produtor global da commodity. Nesse cenário, os preços do produto recuam. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo fico praticamente estável (ligeira queda de 0,04%), a R$ 66,66 por saca. No acumulado de outubro, o preço do açúcar registrou valorização de 6,43%. conforme o levantamento do Cepea.

Café: Dólar no radar: Pressionados pela valorização do dólar perante o real, os contratos futuros de café arábica caíram expressivamente ontem na bolsa de Nova York. Os papéis de vencimento em março encerraram a segunda-feira cotados a US$ 1,1805 por libra-peso, retração de 535 pontos. De acordo com o trader Nick Penney, da Sucden Financial, o mercado já havia precificado a vitória de Jair Bolsonaro à presidência do Brasil e então passou a ficar de olho no exterior. Com a alta dos títulos do tesouro americano ontem, o dólar voltou a subir em relação à moeda brasileira, o que pressionou as cotações do café. Quando o dólar se valoriza, as exportações de café do Brasil, maior produtor global, são estimuladas. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o grão em São Paulo ficou em R$ 440,66 por saca, retração de 2,78%.

Soja: Demanda em baixa: Os contratos de soja terminaram em baixa no mercado futuro de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em janeiro recuaram 5,5 centavos de dólar, fechando o dia a US$ 8,5225 por bushel. Os últimos dados de exportação de soja dos Estados Unidos ajudam a explicar a queda dos preços do grão. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 1,3 milhão de toneladas foram enviadas ao exterior na semana encerrada em 25 de outubro, queda de 48,5% ante o mesmo período do ano passado. Nesse cenário de fraca demanda, os EUA ficam cada vez mais distantes da perspectiva de exportar 56 milhões de toneladas na safra 2018/19. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá (PR) ficou em R$ 85,53 a saca de 60 quilos, desvalorização de 2,41%.

Trigo: Reflexo egípcio: Ainda na esteira da rara encomenda de trigo dos Estados Unidos pelo Egito, os contratos futuros do cereal registraram valorização nas bolsas americanas no pregão de ontem. Em Chicago, os lotes com vencimento em março subiram 1,75 centavo de dólar, a US$ 5,26 por bushel. Na bolsa de Kansas, onde o trigo de melhor qualidade é negociado, os contratos com o mesmo vencimento fecharam a US$ 5,2775 o bushel, alta de 1 centavo. Com isso, a commodity estendeu os ganhos registrados na sexta-feira, quando exportadores dos EUA venceram parte do leilão do Egito para exportar 60 mil toneladas. Até então, a fraca demanda externa pelo trigo dos EUA vinham afetando as cotações. No Paraná, o preço médio do trigo ficou praticamente estável, a R$ 811,14 por tonelada, segundo. (Valor Econômico 30/10/2018)