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Commodities Agrícolas

Açúcar: Nas ondas do câmbio: Os preços do açúcar voltaram a recuar ontem na bolsa de Nova York, mais uma vez sob influência da queda do real em relação ao dólar diante das promessas de reforma econômica no Brasil. Os contratos do açúcar demerara com vencimento em maio fecharam em queda de 21 pontos, a 13,08 centavos de dólar a libra-peso. O câmbio também tem sido direcionado por uma dose de cautela nos EUA com as eleições legislativas do país e pela expectativa quanto a decisão do Federal Reserve (Fed) sobre juros na quinta-feira. A alta da moeda americana ante o real estimula as exportações brasileiras, o que, teoricamente, pode elevar a oferta no mercado externo. No país, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal em São Paulo subiu 0,38%, para R$ 66,57.

Café: Queda em NY: A queda do real em relação ao dólar, motivada por fatores domésticos e externos, voltou a pressionar as cotações do café ontem na bolsa de Nova York. Os contratos do arábica com vencimento em março encerraram o dia com queda de 340 pontos, cotados a US$ 1,1765 a libra-peso. A moeda americana registrou ganhos ante diversas divisas, entre elas o real brasileiro e o peso colombiano, o que estimula as exportações desses países. A consultoria Zaner Group também lembrou, em relatório diário, que o Brasil tem uma safra recorde neste ano e boa parte dela ainda não foi negociada. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café de boa qualidade foi negociada por entre R$ 430 e R$ 440, de acordo com informações do Escritório Carvalhaes, de Santos.

Algodão: Demanda aquecida: Os preços do cacau fecharam mais uma vez no campo positivo ontem na bolsa de Nova York, ainda sustentados pelas perspectivas otimistas para a demanda global no fim de ano. Os contratos da amêndoa com vencimento em março encerraram a sessão com valorização de US$ 53, a US$ 2.388 a tonelada. As cotações da commodity já subiram mais de 16% nas últimas cinco semanas devido, em grande parte, às projeções de crescimento da moagem de cacau em todo o mundo nos próximos meses, destacou a consultoria Zaner Group. Esse cenário tem inclusive ofuscado o cenário favorável para a colheita no oeste da África. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba (15 quilos) foi negociada, em média, por R$ 139, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Colheita americana: Os contratos futuros do algodão despencaram ontem na bolsa de Nova York diante do fortalecimento do dólar sobre várias moedas e do avanço da colheita nos Estados Unidos. Os contratos da pluma com vencimento em março fecharam com queda de 107 pontos, a 79,27 centavos de dólar a libra-peso. Ontem, o Departamento de Agricultura dos EUa (USDA) informou que a colheita no país alcançou 49% da área plantada. Embora o ritmo esteja um pouco atrás das safras passadas, o país está colhendo uma safra grande. Além disso, o cenário de guerra comercial com a China, que ainda não aponta para uma solução, também pressiona os preços, segundo o Commerzbank. No oeste da Bahia, a arroba da pluma saiu, em média, a R$ 89,22, de acordo com a Aiba. (Valor Econômico 07/11/2018)