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Commodities Agrícolas

Açúcar: Na cola do petróleo: As cotações do açúcar fecharam em baixa na sexta-feira na bolsa de Nova York, em linha com a queda de outras commodities, como o petróleo. Os contratos com vencimento em março fecharam em baixa de 11 pontos, a 12,87 centavos de dólar a libra-peso. Em relatório, a consultoria Zaner Group indicou que o mercado de açúcar pode estar mesmo sofrendo influência do petróleo, cujos preços já caíram mais de 20% desde que atingiram o maior pico em quatro anos, pressionados pelo aumento da produção global e, mais recentemente, pelo alívio das sanções dos EUA sobre o Irã. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo registrou alta de 0,35%, para R$ 67,96; no mês, os ganhos chegaram a 3,14%.

Café: Depois do Fed: Os contratos futuros do café arábica recuaram de forma expressiva na sexta-feira na bolsa de Nova York, pressionados pelas perspectivas de aperto monetário nos Estados Unidos e por um movimento de rolagem de posições, segundo analistas. Os papéis com vencimento em março de 2019 fecharam com retração de 270 pontos, a US$ 1,1750 por libra-peso. Na quinta-feira, o Federal Reserve (Fed) manteve as taxas de juros nos EUA entre 2% e 2,25%, mas indicou que pode elevá-las em dezembro. Nesse cenário, o dólar pode se fortalecer, o que tende a estimular a oferta de café no mercado internacional por países produtores como Brasil, Vietnã e Colômbia. No front doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica recuou 1,28% na última sexta-feira, para R$ 445,33 por saca.

Milho: Alta nos estoques: As cotações futuras de milho registraram queda na sexta-feira na bolsa de Chicago, refletindo o forte ajuste para cima nas estimativas dos estoques chineses do cereal divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os contratos com vencimento em março fecharam com recuo de 4 centavos de dólar, a US$ 3,8125 por bushel. Com a incorporação dos ajustes dos dados da China, o USDA praticamente dobrou a projeção para os estoques globais de milho no início da safra 2018/19. Mas a Capital Economics observou que a relação entre estoque e consumo global de milho, excluindo os dados chineses, segue baixa, o que poderia motivar futuras altas do grão. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho subiu 0,81%, a R$ 35,98 por saca.

Algodão: Também o Fed: As cotações do algodão recuaram na sexta-feira na bolsa de Nova York, diante das perspectivas de que o dólar deverá se fortalecer ante outras moedas após o sinal "hawkish" dado pelo Fed na véspera. Os contratos com vencimento em março fecharam a sessão em queda de 68 pontos, a 79,86 centavos de dólar a libra-peso. O Fed manteve as taxas de juros nos Estados Unidos, mas indicou que o ciclo de alta dos juros deverá continuar, o que pode ter sido um sinal de que haverá novo aumento em dezembro. A valorização da moeda americana incentiva as exportações dos EUA, o que teoricamente tem potencial de ampliar a oferta global. No oeste da Bahia, a arroba da pluma foi negociada, em média, por R$ 89,28, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes do Estado (Aiba). (Valor Econômico 12/11/2018)