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Commodities Agrícolas

Açúcar: Produção no Brasil: A diminuição da produção de açúcar no Brasil elevou o preço futuro da commodity na bolsa de Nova York ontem. Os contratos de açúcar demerara com vencimento em maio encerraram a sessão negociados a 13,08 centavos de dólar a libra-peso, alta de 21 pontos. Ontem a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) informou que a produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil caiu 49,4% na segunda quinzena de outubro, para 958 mil toneladas. As usinas brasileiras vêm reduzindo a parcela de cana destinada à produção de açúcar em detrimento do etanol, uma vez que a demanda pelo biocombustível tem avançado. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou ontem em R$ 67 por saca de 50 quilos, uma desvalorização de 1,41%.

Café: Impacto do dólar: Os contratos de café fecharam em queda ontem na bolsa de Nova York, refletindo principalmente a alta do dólar. Os papéis com vencimento em março recuaram 350 pontos, a US$ 1,14 a librapeso. Em nota, a Price Futures Group indicou que o câmbio continua a direcionar o mercado de café. O volume de negociação tem sido forte tanto nas altas como nas baixas, disse a Sucden Financial. O dólar mais forte tende a estimular a oferta por parte de produtores no mercado internacional, o que explica a retração dos preços futuros. Além disso, na sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou sua estimativa para a safra brasileira em 2018/19 em 5%, para 63,4 milhões de sacas - um recorde histórico. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o café caiu 2,13%, para R$ 435,84 a saca.

Soja: "Só um feitiço": O amplo estoque de soja voltou a pesar sobre os contratos futuros do grão na bolsa de Chicago. Ontem, os lotes com entrega para janeiro recuaram 3,5 centavos de dólar, a US$ 8,8325 por bushel. O movimento de queda reflete a perspectiva de uma safra abundante, ao mesmo tempo que o conflito comercial entre China e EUA permanece sem uma solução. A guerra comercial entre os dois países reduziu drasticamente as exportações americanas da oleaginosa. "Estamos olhando para uma montanha de soja no mundo, a menos que a mãe natureza coloque um feitiço sobre o clima na América do Sul neste inverno", avaliou consultoria Ag Watch Market Advisors. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja no Porto de Paranaguá, no Paraná, ficou em R$ 84,90 a saca, queda de 0,4%.

Trigo: Oferta mais justa: As cotações futuras do trigo ganharam um novo fôlego ontem depois que as estimativas para a safra da Austrália foram revisadas para baixo. Na bolsa de Chicago, os contratos para março fecharam em alta de 14,25 centavos, a US$ 5,265 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os lotes para março subiram 6,25 centavos, a US$ 5,155 o bushel. O Banco Nacional da Austrália reduziu sua estimativa para a colheita do país de 17,4 milhões para 16,9 milhões de toneladas. Na última sexta-feira, a Bolsa de Rosário destacou, em nota, que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicou que o mundo terá na safra 2018/19 seu primeiro déficit de oferta em seis safras. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos no Paraná subiu 0,47%, a R$ 43,01, de acordo com o Deral/Seab. (Valor Econômico 13/11/2018)